Comum A2

Mencionamos nesse post um projeto que se chama “Comum A2”, então viemos contar um pouquinho mais sobre ele nesse post, já que em breve faremos uma entrevista com eles para o documentário.

Da página do facebook deles.

São dois criadores, o Thiago e a Carolina, ele é poeta, ela, fotógrafa. De acordo com eles, “o projeto Comum a 2 surgiu com uma necessidade de integrar nossos gostos e aptidões”, então eles resolveram criar os lambe-lambes, colar e fotografá-los.

“Além disso buscamos, através da poesia, favorecer a convivência e a integração de todos, ressignificando os espaços urbanos e superando a automação cotidiana pelo viés da arte. Nossas maiores referências são os poetas Maiakovski e Pablo Neruda e a escola polonesa de confecção de cartazes. Nós somos de São Bernardo do Campo, mas já estivemos com os lambe-lambes em diversas outras cidades de São Paulo e em Curitiba.”

Eu (Ana), particularmente, sou completamente apaixonada por esse projeto, acho que é um dos meus favoritos, de verdade. Não só pelo fato de as frases serem um amor, mas também porque muitas delas tem a Carol sendo mencionada, então é muito fofo. Durante o estudo do meio até encontramos um dos cartazes! É lógico que eu e a Rafa (que éramos do mesmo grupo) piramos.

Foto que nós tiramos na Liberdade.
Foto que nós tiramos na Liberdade.
Da página do facebook deles com a legenda “Que a paz seja doce e o amor colorido.” (um dos meus favoritos)

Todos os cartazes são uma fofura sem fim! Os cartazes têm frases pequenas, mas são o tipo de coisa que você vê na rua e te faz feliz pelo resto do dia. ❤

Esperamos que vocês se apaixonem pelo projeto tanto quanto nós!

Algumas informações: Instagram, Facebook

O grupo ❤

Fui Feliz Aqui (e muito!)

Oi gente! Primeiro de tudo, queria pedir desculpas pela falta de posts, estivemos tentando dar uma organizada em questões mais práticas do trabalho (muuuitas coisas legais vindo).

Mencionamos nesse post um projeto incrível chamado “Fui Feliz Aqui”, então resolvemos aprofundar um pouco mais nisso! Fizemos algumas perguntas para o criador do projeto (que foi suuuper fofo) para que vocês pudessem conhecer um pouquinho mais sobre ele. Para quem ainda não sabe, ele manda adesivos com a frase “fui feliz aqui” para o Brasil inteiro (de graça) para que as pessoas possam colá-los no lugar que quiserem, seja em casa ou nas ruas.

Fernando Stefano Kozenieski tem 34 anos, é gaúcho e mora em Porto Alegre/RS. É Designer de formação, com Especialização em Marketing e Mestrado em Design Estratégico, sendo atualmente sócio de um estúdio de ilustração e animação chamado ALOPRA ESTÚDIO. Na Alopra ele atua como Executivo de Negócios, trabalhando diretamente com a venda dos produtos do estúdio e geração de novos negócios.

“Sou adorador de trabalhos artísticos, intervenções urbanas e atitudes que possam fazer a diferença (por menor que seja) na vida de alguém”

Como surgiu a ideia para o projeto? “A ideia surgiu em Março de 2014, mas foi colocada em prática só em Outubro de 2014. Tudo começou quando eu percebi que as pessoas estavam reclamando muito de tudo. E muitas ações estavam surgindo para alertar as pessoas dos perigos das ruas. Por exemplo: Lugares onde as pessoas foram assaltadas, lugares perigosos para passar, locais com foco de doença, etc…  ou seja, “tudo” estava sendo pautado através de alertas de perigo. Não que eu não ache que devam existir essas ações como essas, mas não podemos pautar as nossas vidas através de “coisas ruins”. Então resolvi fazer algo para tentar modificar um pouco as coisas.”

Por que você faz isso? “O adesivo é um meio para transmitir uma ideia. A ideia é maior. Poder apresentar possibilidades, de lugares, momentos, pessoas, para ser feliz. Simples assim. Simples como um sorriso, um ‘oi’, ou até mesmo um cafuné.”

Quantos adesivos você manda por semana mais ou menos? “Um monte! Hehehehe Acredito que entre 40 e 50 adesivos são enviados por semana, para todos os cantos do país.”

Por que a frase “Fui feliz aqui”? “A felicidade é um estado. Um momento. Nós que decidimos o tempo que esse estado vai ter. O presente não existe. Nós vivemos o passado e projetamos o futuro. Então se EU fui feliz em algum lugar, alguém poderá ser também.”

O que você busca com essas palavras? Criar novas possibilidades para outras pessoas que muitas vezes nem conhecemos. Esse é meu maior estímulo. Isso que busco.

Você nunca buscou nenhum lucro com o projeto? “O projeto foi criado sem pensar em lucro. O lucro é sempre uma consequência. Se fizermos algo, a não ser uma empresa, e já pensar em lucro, podemos nos frustrar muito fácil. Uma ideia pode ser lucrativa? Claro. Mas qual é esse ganho? Qual o real ganho? Dinheiro ou satisfação? Grana na conta, ou modificar a vida de alguém?”

Qual sua intenção ao mandar os adesivos de graça? “É a forma que encontrei de difundir a ideia. A felicidade não tem preço. A gente pode comprar tudo, menos felicidade. A gente compra satisfação (uma roupa, um carro, uma comida, etc…) mas a felicidade não. Felicidade é o lucro!”

Os gastos compensam? “Não vejo como gasto. Eu vejo como um investimento. Quando a gente investe em algo (seja numa nova amizade, num amor, na bolsa de valores…) se espera algum retorno. Quando se gasta, não. Então, respondendo essas perguntas, pra mim é uma forma de recompensa. Fico muito feliz em poder ajudar, e de alguma forma, colocar “mais um tijolinho” na mudança de modelo mental das pessoas. O problema do mundo é global, mas a solução é local. Começa em cada um de nós.”

Qual é o efeito que o seu trabalho tem nas cidades e nas pessoas? “O efeito? Olha, isso teria que perguntar para as pessoas mesmo. Ou até mesmo você poderia fazer um relato. O que você sentiu quando conheceu o projeto? Ou mesmo, o que sentiu quando viu os adesivos? Mas o que eu sinto é uma sensação de felicidade. Eu imagino que quando a pessoa lê o adesivo, ela sorri. Agora nas cidades…. não sei. Mas gostaria que fosse tudo mais facilitado, e que as pessoas que fazem essa cidade, soubessem aproveitar as facilidades retribuindo algo para a mesma.”

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Rua Tuim.
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Avenida Jacutinga.

Quisemos colocar essa pergunta por último porque fizemos questão de responder as perguntas que o Fernando nos fez.

Ainda não tínhamos mencionado aqui, mas nós participamos efetivamente do projeto, isto é, saímos colando alguns adesivos por Moema, então cada uma escreveu um pouquinho sobre isso:

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Rua Inhambu.

(Ana) A primeira vez que eu vi o projeto foi quando eu estava pesquisando para fazer esse post. Estava no meio de uma total crise, mas ver as fotos do instagram dele me fez abrir um sorriso tão grande que eu não resisti em entrar em contato. Mandei uma mensagem para o Fernando por facebook para pedir alguns adesivos, mas acabei me interessando tanto que contei sobre o Móbile na Metrópole e ele topou responder algumas perguntas. Esqueci de mandar, é claro, até o dia que os adesivos chegaram na minha casa. Lembro direitinho da hora que eu vi a carta, não tinha sido um dia exatamente bom, mas ver aquilo me deixou absurdamente feliz, abri um sorriso ainda maior do que o primeiro, mandei um áudio para o grupo gritando (é, eu grito um pouco). Fiquei ansiosa para sair colando logo de cara, mas acabou ficando para ontem (dia 29). Juro que foi uma sensação indescritível. Nós falamos muito sobre intervenções urbanas e essas coisas, só que realmente participar de algo assim foi, no mínimo, incrível, a relação com o espaço foi completamente nova. Passar na frente dos adesivos que nós colamos me faz sentir tão feliz que eu me pego olhando para aquilo com um sorrisinho bobo na cara!

(Rafa) Não vou conseguir colocar em boas palavras o que foi colar esses adesivos por ai, nem aqui nem na China. Uma coisa é falar sobre intervenções urbanas e admirá-las, outra totalmente diferente é fazê-las. Conheci esse projeto pela Ana, mas não tinha percebido o quanto ele era tocante e incrível. Foi só ao sentir esse turbilhão de emoções que eu entendi, de fato, tudo isso. Me senti tão viva e tão… intensa. Nunca me senti tão feliz e a vontade com o meu entorno e com a minha participação na cidade: eu realizei uma intervenção urbana e eu fui uma. As pessoas que passavam paravam e saiam de seus horários apertados para ver o que estávamos fazendo. Fizemos com que elas reparassem em postes que eram cinzas e tristes e eu acredito, mesmo, que o que fizemos e o que o Fernando faz sempre, pode, de verdade, fazer alguém ser (muito) feliz ali. Em um milésimo de segundo compreendi o por quê do Fernando, da Camila, da Gabriela fazerem tudo isso, com tanto amor, dedicando tempo, trabalho e vendo isso como um investimento. É por isso que eu queria agradecer a você, Fernando, por ter nos proporcionado momentos de felicidade tão intensa e por permitir que qualquer um possa sentir isso por ai. Parabéns por ter criado um projeto tão tocante de uma forma tão simples e natural. Esse foi um dos momentos que entrou na minha listinha dos por quês de eu amar tanto assim nosso tema e nosso projeto.

A gente fez um videozinho colando!

Algumas informações: Instagram, Facebook

Um toque de crise

Já vou avisando que esse é um post um pouco diferente dos demais. Se permita ser tocado por ele. Leia de cabeça e coração abertos. Agora chega de fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo. Diminua seu ritmo, respire fundo e sorria.

Ontem eu estava cruzando uma avenidona quando eu vi, em um muro, uma frase muito particular. O trânsito não estava a meu favor, já que eu não sou muito daquelas pessoas sortudas, então eu passei rápido demais (como tudo nessa vida) e não consegui tirar uma foto.

O autor tem outras frases parecidas e eu consegui identificá-lo pela forma com que ele assina a interrogação em seus questionamentos. Ela meio que emenda na última letra, não sei explicar direito, mas estou em uma busca incansável por alguma foto disso para compartilhar aqui.

“Você já sorriu hoje?’’ talvez seja a mais famosa e a que é mais usada por várias pessoas por aí. Já havia me deparado com ela várias vezes e isso sempre foi capaz de me arrancar um sorriso genuíno, que permanecia lá por um bom tempo, mesmo que só no canto de minha boca. Sorria porque percebia que, muito provavelmente, tinha passado um dia todo sem rir por nada, ou sem mostrar um sorriso de alma. Passava, e ainda passo, meus dias brava e irritada por coisas tão efêmeras e desnecessárias. Sim, a vida é efêmera. Nós sabemos disso. E por que diabos ficamos perdendo esse tempo precioso com coisas tão banais? Todo dia deveria ser dia de ser feliz. De sorrir a um completo estranho, ou a pessoa que você mais ama nesse mundo. De fazer tudo com um sorriso verdadeiro estampado no rosto, ou de não fazer absolutamente nada, também estupidamente feliz. Não precisamos de um motivo para sermos assim tanto quanto não precisamos fazer alguma coisa todo o segundo de todo o minuto, com o propósito de sermos “produtivos”. Eu não quero ser produtiva o tempo todo, mas se você quiser, tudo bem também! Que você o faça com um sorriso tão grande quanto o meu, e digo isso em forma de desejo. Se você parar para pensar, seu próximo sorriso pode ser o seu último. Ok, mas não mostre os dentes agora para a tela desse computador por puro medo ou agonia. Sorria de verdade, com mil motivos de felicidade ou nenhum também. Bocejos contagiam, mas sorrisos também. E é aí que está a beleza de tudo isso.

Eu divergi totalmente do assunto inicial, até porque a frase que eu queria compartilhar não era nem essa. Como o disse o João Cunha um dia na aula (sim, eu sou o tipo de pessoa que fica com essas coisas na cabeça para sempre), “a hora é agora e o momento é já”. Sei lá, só me deu uma urgência de viver enorme agora e isso acabou atravessando meu coração até aqui. Enfim, a frase que criou toda essa confusão era:

“VOCÊ JÁ EXISTIU HOJE?”

Tipo… quê?? Olha, se o cara tivesse perguntado se eu já vivi hoje, eu já teria entrado em crise. Não sei se eu vivi de verdade hoje. Nem ontem… Você viveu? Não sei também. Mas existir… Cara, como alguém me pergunta isso? Não sei nem como começar a responder essa pergunta. Só sei que poderia me estender num post do tamanho da minha vida (hipérbole básica) falando sobre isso. Trago aqui a definição de existência para que vocês tentem responder a si próprios essa pergunta tão intrigante.

existência: 1. estado de quem ou do que subsiste, sobrevive. 2. o fato de viver, o estar vivo; a vida. 3. maneira de existir. 4. o fato de ser real. 5. o fato de estar presente (em algum lugar); presença. 6. no aristotelismo e esp. na escolástica, o ente individual e concreto. 7. no pensamento de Kierkegaard 1813-1855 e no existencialismo contemporâneo, modo de ser próprio do homem.

Desculpem a colocação da crise, é que eu realmente fiquei bastante conturbada com isso. Respostas e comentários são mais do que bem vindos. Espero que eu tenha tirado vocês um pouco do lugar comum, da máquina automática que a gente vira nessa vida, e que isso tenha ajudado vocês, de alguma forma, a serem mais felizes.

Ah, e não se esqueçam de sorrir. ❤

Rafa

Diário de Viagem – roteiro 3

DIA 1

São paulo, 6 de Maio de 2015

Tínhamos de chegar na escola às 6h30 da manhã. Parece muito cedo, mas juntar e separar 160 alunos e suas coisas antes de uma viagem não é nada rápido. Não sabia o que esperar na realidade, esse sendo o meu primeiro estudo do meio da vida. Após nos organizar-mos, partimos. O roteiro era focado no bairro da Liberdade e em espaços religiosos. Nosso primeiro compromisso era na Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP). Pegamos um ônibus em direção ao Terminal Bandeira, era o primeiro ônibus de alguns.

Quando chegamos na FEESP, mais ou menos às 9h, fomos encaminhados a uma sala, onde nos encontramos com uma das organizadoras da casa. Ela contou sobre a história do Espiritismo e depois nos convidou para tomar o passe, espécie de purificação. Saímos de lá rumo ao nosso próximo horário marcado.

Ao caminhar em direção ao Mosteiro Budista Busshinji, uma coisa que me chamou atenção nas ruas do bairro foram os postes de iluminação pública que incorporavam o estilo oriental. Chegando no mosteiro, fomos recebidos por um monge diferente dos monges que geralmente imaginamos. Ele tinha sim a cabeça raspada e usava os trajes usuais, mas falava normalmente, usava até gírias! Ele também nos explicou a história do Budismo e de Buddha, que na verdade se chama Sidarta. Nos ensinou também como meditar.

Depois fomos almoçar no Rong He, restaurante chinês, para combinar com o clima. Eu e mais duas amigas dividimos um Yakisoba e ainda sobrou! Acabando, pegamos o metrô na estação São Joaquim para visitar a Central de Controle do Metrô (CCO). Tivemos uma palestra sobre o funcionamento das linhas e vimos como era a sala. Ainda ganhamos uma passagem de graça ao sair de lá.

Chegamos em uma das partes mais marcantes, a visita a Ocupação. No caso do meu roteiro era a Cine Marrocos, o prédio que funcionava como um cinema. Para começar, era super organizado. Um advogado, que se mudou pra lá para ficar mais próximo, nos explicou o funcionamento da mesma. Quando entramos na sala em si, só conseguia ouvir as expressões de surpresa. As paredes tomadas de desenhos, grafites e escritos, enquanto as cadeiras foram retiradas deixando o espaço livre. Incrível.

Parede na Ocupação
Na antiga sala de cinema da Ocupação
Parede na Ocupação Cine Marrocos
Parede na Ocupação Cine Marrocos

Ao sair de lá, nos dirigimos ao hotel, mas o dia não tinha acabado. Depois do jantar, lá pras 20h30, fomos para a praça Roosevelt realizar as oficinas que tínhamos escolhido. No break, o que eu escolhi, fomos divididos em dois grupos e aprendemos alguns passos (“aprendemos”, no meu caso) para, no final, competir.  Não nos preocupamos muito com a técnica e foi muito divertido.

DIA 2

São Paulo, 7 de Maio de 2015

Saímos direto do hotel e, como nosso roteiro do segundo dia era focado mais no Brás, pegamos o metrô na República e saltamos na estação Brás. Ao chegarmos, o monitor Pedro disse que o bairro é muito marcado pelo comércio e nos deixou livres para conhecer as casas do norte, lojas que vendem coisas e comidas típicas do norte e nordeste do Brasil. O grupo se separou e, quando nos reunimos, alguns não resistiram e estavam com sacolas.

O grupo escolheu ir para a Feira da Madrugada, famosa pelo comércio de atacado, onde comerciantes de várias cdades vão para repor o estoque. Também ficamos livres para conhecer o local. Depois, relembrando o espírito do primeiro dia, fomos a Paróquia Santo Antônio do Pari, igreja Católica. O interior era lindo. Sentamos um pouco, já que tínhamos andado bastante.

Hora do Almoço! Fomos ao restaurante de comida peruana Aleja. Dividi dois pratos com uma amiga, um ceviche e um macarrão todo diferente. Bebemos Inca Kola, um refrigerante meio caro e muito peculiar (tinha cor amarelo marca texto). Demorou um pouco, mas estava tudo muito gostoso e saímos querendo levar a garrafa de dois litros da bebida. 

Nosso único lugar marcado era a visita a Anhembi Morumbi, no centro, para conhecer o Gastromotiva. Tivemos uma conversa com uma das organizadoras do projeto, que leva o curso de Gastronomia, geralmente caro, para pessoas que não podem pagá-lo. Conhecemos as cozinhas da faculdade e os alunos do projeto. Depois disso, ficamos um tempo livres no pátio da faculdade para descansar e entrevistar pessoas.

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Na Anhembi-Morumbi, conhecendo o Gastromotiva

Para terminar o dia, tivemos um Sarau, com os alunos – e professores – mostrando seus talentos. Foi muito bom! Era a última noite do último estudo do meio das nossas vidas – e, no meu caso, o primeiro – e eu já sentia falta. Cantamos parabéns aos aniversariantes mais próximos, me incluindo. Na volta ao hotel tivemos outro, desta vez com bolo – e com quem será.

DIA 3

*** Esse post aqui mostra o que fizemos na parte da manhã, a caça ao tesouro.

Os relatos aqui começam em ótima hora, no almoço! ***

São Paulo, 8 de Maio de 2015

Grupo em frente a Biblioteca Alceu Amoroso Lima
Grupo em frente a Biblioteca Alceu Amoroso Lima

Como estávamos na região de Pinheiros, fomos ao Mercado Municipal – por indicação da Teresa – comer na Comedoria Gonzales. A comida era muito boa, mas o mais especial era a sobremesa, única disponível, o Tres Leches. Posso falar, vale muito a pena!

Depois todos os grupos se encontraram em Vila Maria Zélia assitir a peça interativa Hygiene. Ela tratava da época de destruição dos cortiços no Rio de Janeiro, no final do séc XIX. Foi bem legal porque os atores pegavam pessoas da plateia para contracenar junto. No final tivemos uma conversa com atores e um encerramento do Estudo do Meio, com alunos e professores dando suas opiniões do que tinham sido os “três dias na cidade”.

Da Zona Leste, com amor,

Aimee

Diário de viagem – roteiro 1

Dia 1…

Quarta feira, finalmente tinha chegado! Finalmente eu ia vivenciar o tão falado e elogiado Móbile na Metrópole. Cheguei na escola e pela primeira vez em todos os estudos do meio, minha mãe não chorou (de verdade que até o ano passado não tinha um que ela não tivesse chorado). Acho que ela não estava considerando que eu ia viajar e acho que nem eu, afinal, eu nem ia sair de São Paulo não é mesmo? Mas mal sabia eu que na verdade, eu ia conhecer um lugar totalmente novo, eu não tinha a menor noção de como minha visão da cidade era limitada, acho que depois desse projeto eu e todos os alunos podemos dizer que viajamos, mesmo que para São Paulo.

Chegando na escola encontrei os meus amigos e foi aí que eu comecei a sentir aquele clima gostoso pré estudo do meio, todo mundo super animado e ansioso. Meu grupo, nomeado como grupo 1, foi apelidado de Viagens na nossa terra, em homenagem ao livro que estamos lendo em literatura e ao professor, João Cunha, que foi nos acompanhar durante os três dias. A partir daí começou oficialmente o Móbile na Metrópole 2015! As diferenças entre esse estudo do meio e qualquer outro já foram percebidas no início da viagem. Sem ônibus fretado. Fomos ao terminal Santo Amaro, para de lá irmos de transporte público até a nossa primeira parada, a ocupação Cambridge.

Entrada da ocupação Cambridge

Nela fomos super bem recebidos pela coordenadora e por alguns moradores, conhecemos o espaço, vimos alguns quartos e como funciona a rotina e a separação de trabalho entre os moradores, foi incrível, de verdade, quebrou com vários preconceitos que eu tinha sobre as ocupações em geral. Depois dessa visitação fomos andando para o CRAI (Centro de Referencia e Acolhida ao Imigrante), onde entendemos um pouco melhor como o imigrante se insere na sociedade paulista e como é a chegada dele no Brasil, me decepcionou um pouco o fato de o governo da cidade não ter uma organização que lide com esse tipo de situação, tendo em vista que o CRAI foi criado por imigrantes. Seguimos  para a escola de samba ‘Vai-Vai’, no bairro do Bixiga, e conversamos com um homem e uma mulher que representavam a escola, eles criaram um monólogo de mais ou menos duas horas e o que mais me impressionou dentre todas as coisas era o entusiasmo e o orgulho que eles tinham ao falar de duas vidas e, principalmente, da escola. Chegando a hora do almoço ninguém falava sobre outra coisa além de sua fome e cansaço, fomos então comer no “Concheta”, um restaurante de massas muito gostoso que tinha uma tradição que eu nunca vi em nenhum outro lugar, em certo horário os funcionários e os clientes ficavam batendo as panelas umas nas outras gerando o maior barulho do mundo, deixando a atmosfera do lugar muito animada, não tenho palavras para descrever o tanto que eu me diverti nesse almoço. Na frente do restaurante tinha um museu homenageando o dono do restaurante em que almoçamos, o Senhor Walter e acabamos conhecendo o lugar que mostrava varias coisas que ele fez para o bairro e que enfatizava o lema dele; “Quando se tem uma ideia,  só é preciso força de vontade para torná-la realidade”. Acabando a visita, fomos ao teatro “Os fofos encenam”, que por incrível que pareça, não é uma escola de artes cênicas para crianças, mas um grupos de atores adultos que encenam peças muitas vezes com temas polêmicos. De lá, tentamos ir para a Vila Itororó, mas ao chegar lá tivemos a noticia de que os casarões que ocupam aquele espaço estavam sendo restaurados, então voltam ao hotel de ônibus. Mas nosso dia não acaba por ai, tivemos a noite oficinas de Break, Parkour e Stickers, foi muito legal ver a movimentação da praça a noite e ver os nossos instrutores (no meu caso, de Break) competindo! Voltamos para o hotel muito cansados e empolgados para o próximo dia.

Dia 2…

O tema do segundo dia para o grupo Viagens na nossa terra era Arte, arte nas suas mais variadas formas, desde grafite nos muros até exposições com a mais ênfase no corpo humano, como a de Marina Abramovic, acho que era o dia mais esperado por mim, e as minhas expectativas foram ultrapassadas!

Mural dos Gêmeos que foi tema do documentário “Cidade Cinza”, na 23 de Maio

Andamos do nosso hotel até a Avenida 23 de Maio, discutindo sobre as diversas intervenções urbanas presentes no percurso, e colocando em pauta a discussão sobre “o que é grafite e o que é pichação, como podemos diferenciá-los (se é que existe alguma diferença entre eles) e se um é melhor que o outro”. Conhecemos nesse passeio o painel ilustrado pelos Gêmeos, tema base para o documentário Cidade Cinza que postamos há um tempinho atrás e que vimos em sala de aula. É lindo. Colorido, realmente lindo, era como se os Gêmeos dessem vida para a avenida. O plano era ir para a Galeria do Vermelho, mas ela estava fechada. Sendo assim, seguimos para o  SESC e fomos para a tão falando exposição de Marina Abramovic que foi interessantíssima, algo que eu nunca tinha visto antes, totalmente único e inesperado ela expôs coisas como um vídeo dela pelada só com o rosto coberto dançando, bizarro né. Durante essa visita o João Cunha reuniu o grupo 1  e perguntou se nós considerávamos aquilo arte, ele obteve respostas de todos os tipos, como; “não, sim, depende e não sei”, e na hora eu pensei, isso pode até não ser considerado arte por alguns,  mas é sem sombra de duvida algo muito  polêmico e eu ainda não sei direito o que eu achei da exposição, e de verdade, acho que não vou saber nunca. Ainda no SESC, fomos para uma exposição também muito diferente, entramos em uma sala completamente desarrumada, para não dizer destruída, toda pichada, suja. Nela tinha um homem, cuja aparência parecia com a da sala, que falou ‘’vocês podem fazer o que vocês quiserem com o meu corpo e com a sala, aproveitem!”. Ninguém soube o que fazer na hora, começamos pintando um pouquinho a parede e os nossos amigos, mas depois, rapidamente, perdemos o controle, juro, pintamos os olhos a boca, teve gente que até jogou tomate nos outros! Foi sensacional, nada que eu falar vai descrever metade do que eu senti na hora, todo mundo tão feliz, rindo junto, sensacional. Saímos de lá para a rua parecendo obras de arte, e é claro que por onde a gente passava as pessoas olhavam e comentavam, não só pela pintura mas porque o nosso grupo andava cantando, cantando alto, cantando músicas já muito conhecidas e  variadas como sertanejo ou músicas como “i will survive”! Ai, estava um clima tão alegre, tranquilo e gostoso, todo mundo tão unido isso desde os alunos e professores até as pessoas que passavam por nós, que se contagiavam com a gente! Chegamos então ao Beco do Batman, lá vimos  mais grafites incríveis sendo o nosso guia o Enivo, um dos artistas de rua mais influentes em São Paulo! Ele nos contou um pouco de sua trajetória e nos mostrou sua galeria, a “A7MA”. Depois voltamos ao hotel exaustos e muito realizados! À noite teve o sarau, foi muito legal ver todo mundo junto ouvindo os alunos e professores, contarem piadas, cantarem (um parabéns especial ao João Cunha que cantou sem nenhum instrumento uma música lindíssima). Depois disso fomos dormir muito, mas muito felizes mesmo!

Dia 3…

Sobre o terceiro dia já tem o vídeo que eu postei semana passada (esse), eu só queria acrescentar que durante muitos momentos na viagem parecia que eu estava em qualquer outro lugar que não São Paulo, achei isso muito esquisito e legal ao mesmo tempo, por isso eu acho que posso falar que viajamos para a nossa própria cidade, e foi uma viagem incrível! Vou usar esse finalzinho só para agradecer mesmo, ao grupo 1, ao João Cunha, aos professores em geral, aos monitores, e a todo mundo do nosso ano que fez com que essa viagem tão especial, tenho certeza que todos que participaram vão lembrar com muito carinho.

O queridíssimo grupo 1 em uma exposição que fomos no último dia

Sofia

Depois das Seis

Em um post que já ficou lá para trás, a gente comentou sobre um projeto que a gente tinha achado no Instagram e merecia um post só para ele. Bom, demorou no meio de tanta coisa do móbile na metrópole, mas estamos aqui para falar disso.

O tão esperado projeto se chama Depois das Seis e nós tivemos a oportunidade de conversar com a Gabriela, que criou e coordena o projeto, e marcar uma entrevista com ela! Até porque a gente não vai SÓ conversar com ela, mas o resto a gente deixa como surpresa pra vocês. Muita ansiedade pra isso, aguardem.

A Gabi tem fotografado o céu enquanto o sol se põe, todos os dias, desde o dia 1 de março de 2013 até hoje (tipo, mais de dois anos). São fotografias instantâneas tiradas com a Diana F+ com o Instant Back, tipo naquele estilo Polaroid, e aí ela escreve os lugares nos quais ela tirou essas fotos, imprime e cola em forma de lambes por toda a cidade.

Eu, pessoalmente, me encantei com essas intervenções urbanas. É um jeito tão diferente, tão único, mas que toca as pessoas tanto quando um poema, uma frase ou um desenho nos muros tão cinzas de SP.

“É lindo saber que vocês acham que o depois das seis tem o mesmo impacto que as poesias espalhadas pelos muros. Obrigada por curtirem o projeto e por acharem que, de alguma forma, ele espalha um pouco de cor nessa cidade que pode ser tão cinza.

O projeto nasceu da necessidade de buscar na própria cidade, que te mantém como refém de sua rotina, algo que conseguisse quebrar a correria do dia-a-dia. Foi em um acontecimento diário, mas que é extremamente efêmero, mutável e único, que essa quebra foi encontrada. O projeto tenta encontrar a beleza de cada dia mesmo no meio do caos do cotidiano, prestando mais atenção no universo que existe ao nosso redor e que é passível de mudanças a cada instante.

Acho que transformar as fotografias do pôr-do-sol em intervenção urbana é um jeito de tentar chamar a atenção dos cidadãos pro que, às vezes, acaba passando despercebido. Funciona como uma tentativa de desacelerar o ritmo frenético de São Paulo por alguns instantes para que se possa prestar atenção no que está acontecendo ao nosso redor e que, normalmente, não repararíamos.”

E é por pessoas e projetos como esses que vale a pena viver em um lugar tão caótico como São Paulo. Esse tipo de alegria contagiante compensa qualquer lado negativo desse universo que é essa cidade. ❤

esperar o farol abrir e olhar o pôr-do-sol, a qualquer hora do dia! (foto do Instagram do projeto)
já olhou o céu hoje? quebrar esse ritmo frenético e observar as nuvens… (foto do Instagram do projeto)

Rafa

Diário de viagem – roteiro 4

…dia 1

Chegamos na escola por volta das 6h30, deixamos as malas juntas para que os ônibus fretados as levassem para o hotel e sentamos nos grupos para trocar telefones, discutir como íamos para os lugares, essas coisas. Olhamos o roteiro: Zona Norte. O problema era chegar lá, mas um dos integrantes do grupo, o Paulo, sabia que caminho a gente tinha que pegar. Seguimos as instruções dele, pegando o ônibus para ir até o metrô mais próximo. Fomos até a Estação do metrô Armênia e só observamos as coisas lá, ainda completamente perdidos.

“eu tenho coração de poeta” – escrito no lugar de poesia da Biblioteca do Carandiru

Depois, tínhamos que chegar no Terminal Rodoviário Tietê, mas o Paulo foi proibido de ajudar, o que tornou as coisas mais difíceis, mas o fato é: conseguimos. Lá pedimos para a Teresa para ficar uma meia hora por ali e ela concordou, dizendo que quem fazia a viagem éramos nós, então acabamos andando bastante e fazendo várias entrevistas. As primeiras foram difíceis. Não sabíamos que tipo de pessoa deveríamos abordar e a vergonha era absurda, mas foi tudo fluindo e deu certo. Perguntamos para as pessoas como elas definiriam o conceito de “intervenções urbanas” e como estas eram importantes ou tocantes para elas. As respostas eram diversas e isso só tornava tudo aquilo ainda mais divertido. Uma moça de Santos disse pra gente que o jeito que as pessoas se vestem também poderia ser considerado, na opinião dela, uma intervenção urbana, pelo efeito que as vestimentas tem nas pessoas e pela diversidade entre tais estilos que, segundo ela, é enorme em SP. Nunca tínhamos parado para pensar por esse lado e é engraçado o quanto pessoas de fora conseguem perceber e fazer análises tão diferentes, muito mais do que nós, que vivemos isso todos os dias.

Saindo do terminal, andamos pela a Avenida Cruzeiro do Sul, na qual está a chamada Galeria Aberta, que é cheia de grafites incríveis, tiramos várias fotos, lógico. Andamos até o Parque da Juventude, onde conseguimos conversar com alguns policiais (fizemos um vídeo sobre isso que vai ser postado logo logo) e fomos à Biblioteca do Carandiru, que era incrível! Tinha uma parte só de poesia que era um amor, até escrevemos a nossa própria (tem vídeo disso chegando também).

Grafite na Galeria Aberta

Cruzando o parque, fomos até o Museu Penitenciário Paulista, em que um homem falou sobre a história do Carandiru, como era a vida lá, etc sob uma perspectiva do Estado, foi de um jeito bem quadradinho e ouso dizer que um pouco monótono também, então foi cansativo, até porque, todos estavam famintos. Foi a única parte desses 3 dias que teve esse ritmo mais parado e expositivo.

Finalmente fomos almoçar, no restaurante que se chama Conceição Discos. Comemos um arroz com frango e quiabo que estava muuuuito gostoso, de verdade! De sobremesa, tinha um pudim ou um brownie, os dois incrivelmente delicioso (mas o pudim ainda mais).  Além da comida maravilhosa, o lugar também é incrível, único e aconchegante, cheio de desenhos e frases nas paredes pretas

Andamos por um bairro muito bonito e tranquilo, com a arquitetura bastante clássica e todo arborizado, até a Oficina de Corpo Zé Maria, sobre a qual já falei um monte no outro post, mas lá fizemos exercícios de confiança, alongamentos, etc. Saímos e fomos, em silêncio, como também já comentei, até a Ocupação Marconi, onde conversamos com duas pessoas, que contaram sobre o funcionamento da ocupação, mostrando que é muito mais organizada do que pensávamos, e tiraram algumas dúvidas.

Na parede do Conceição Discos

Estávamos voltando para o hotel e paramos para fazer um fechamento na Praça da República. Terminado isso, jantamos. Depois, saímos de novo e eu, Ana, fui para a oficina de parkour, foi super legal (eu ri muito), mas eu percebi que realmente não levo jeito para escalar os muros e fazer coisas que exigem uma certa força, mas o importante é que eu tentei, né. Já eu, Rafa, fui para a oficina de break e devo confessar que foi incrível.Eu já tinha feito 1 ou 2 anos de aulas de hip hop (ou street dance, como eles gostam de chamar), mas mesmo assim, a oficina conseguiu me acrescentar novos aprendizados e foi incrivelmente divertida. O mais engraçado era ver como as pessoas paravam em volta da gente, tanto na praça quanto na rua. Parecia que eles esperavam que a gente fosse virar um grupo de 20 ninjas do break e que ia ser imperdível, e, mesmo que não tenha sido assim, todo mundo continuava lá, incentivando, aprendendo ou só ouvindo a música, me senti muito parte da cidade nesse momento. Voltamos para o hotel e, acabadas depois de tudo isso, dormimos.

Depois do almoço no Conceição Discos

…dia 2

Eram 7h40 e o grupo 4 estava reunido no saguão do hotel, tínhamos que estar na Federação Espírita às 8h30. Decidimos ir de metrô, o que depois descobrimos ter sido uma grande besteira, porque era a uns 10 minutos andando do hotel, mas fica o aprendizado né. Lá uma mulher tirou nossas dúvidas e explicou como funcionava a Federação, depois todos tomamos um passe e fomos embora. O trabalho deles lá é bem diferenciado, uma vez que não tem nenhuma restrição com religião ou qualquer outra coisa. Se você está passando por problemas, eles tem um programa que te ajuda, seja você judeu, católico ou ateu. Inclusive, existe um Centro Espírita para o qual você pode ligar em qualquer momento do dia para que um atendente leia uma frase de um livro para você. Tem momento nos quais isso realmente ajuda muito. Aí está o telefone deles para vocês, é uma boa dica: 3106-4403

Andamos até o Mosteiro Budista Busshinji, no bairro da Liberdade, entramos e tiramos várias dúvidas com o monge (que também fazia faculdade de arquitetura!!). Depois, fizemos o zazen, um tipo de meditação em que ficamos sentados olhando para a parede por uns 5 minutos, que passaram incrivelmente rápido, numa posição muito engraçadinha, é até mais fofa do que as que a gente vê em filmes. Cara, budismo é incrível.

Saindo de lá, a Teresa nos guiou até um restaurante chinês chamado Rong He, comemos um monte de coisas, como frango xadrez, yakissoba, um negocinho parecido com guioza e várias outras coisas (muuito gostosas).

Pegamos o metrô e fomos até o CCSP (Centro Cultural São Paulo), onde sentamos e conversamos, como eu também já falei no outro post. Lá tivemos tempo para dar uma volta e conhecer o lugar, fazendo entrevistas, tirando fotos e até mesmo só andando e observando tudo. Tinha uma exposição super interessante!

Exposição no CCSP

Fomos de metrô, de novo, para a Casa das Rosas, na Paulista, lá só demos uma volta e depois paramos para ouvir a Teresa cantar (<3).

Saímos, pegamos o metrô até a Augusta e começamos a descer a rua até nos depararmos com uma loja muito legal (chamada Augusta Arts), do lado de uma feirinha de food trucks também muito legal, que não estava dentro dos nossos planos, mas entramos mesmo assim.

Continuamos a caminhada até chegar na Loja Caos, uma loja de antiguidades na qual realizamos nosso fechamento do dia. Voltamos andando para o hotel e jantamos lá. Mais tarde, lá pras 20h30 fomos para o sarau. Este aconteceu em um pequeno auditório/teatro e nos surpreendemos com os talentos de nossos colegas e professores também, cantando e tocando vários instrumentos.

Voltamos para o hotel e cantamos parabéns para as 3 pessoas que faziam aniversário naquela semana. Fomos para os quartos e, mais uma vez, dormimos direto.

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Na frente do templo budista.

…dia 3

Nos encontramos no saguão às 8hs em ponto. O roteiro do dia era andar de bicicleta, mas ninguém sabia direito para onde nós íamos. Pegamos as bikes na Praça da República e, depois de colocar os capacetes, ajeitar os bancos, etc, partimos.

No dia anterior, a Teresa tinha dito que a bicicleta era uma coisa mais individual, então seria bem diferente dos outros dias, não haveria tanta união. Ficamos meio chateadas, mas ok, né.

Bom, fomos em direção ao parque do povo, mas sem ter muito o que fazer quando chegássemos lá, era só pelo passeio. A frase que melhor descreve o dia é “tudo é travessia”.

Bem no comecinho do trajeto, a Rafa sentiu que não ia aguentar, porque suas pernas estavam doendo muito, então voltou para o hotel e se uniu ao grupo 3.

No Parque do Povo depois da pedalada. (Foto do blog https://mnm152cg7.wordpress.com/)
No Parque do Povo depois da pedalada. (Foto do blog https://mnm152cg7.wordpress.com/)

Não sei exatamente o nome das ruas pelas quais passamos, só sei que acabamos indo para um café da manhã dos ciclistas na Faria Lima, tinha um brownie tão gostoso! Foi lá que entregamos o presentinho da Teresa, que eu já mencionei, também, no outro post, foi tão fofo! Não aguento, juro.

Continuando: chegamos no Parque do Povo (depois de 17 km!!), deixamos as bikes lá e nos despedimos dos monitores tão fofos que tinham nos acompanhado durante o trajeto. Pegamos um trem da CPTM até um lugar que eu não consigo me lembrar agora e depois pegamos o metrô até o Belém.

Almoçamos em um pequeno self-service e andamos até a Vila Maria Zélia, lugar onde assistimos a peça Hygiene, do grupo XIX de teatro. Mas antes de realmente vê-la, fizemos o fechamento do grupo. Mesmo a bicicleta sendo supostamente individual, conseguimos fazer disso uma coisa em grupo e ficamos mais unidos do que nunca. Foi tão fofo!!! Nos abraçamos (eu que comecei, assim como todos os outros abraços em grupo hahaha) e foi aí que eu comecei a chorar. Não teria como o grupo 4 ser mais fofo, de verdade!

Foto: http://www.focoincena.com.br/hygiene/1398

Mas enfim, assistimos a peça. Eu gostei muito! Pelo fato de ficarmos em pé e acompanhando os atores andando pelo cenário, foi criada uma proximidade entre nós e a peça, algo muito diferente e interessante. No final, sentamos, conversamos com os atores e depois fizemos um fechamento do 2o ano inteiro. Os professores, monitores e os próprios alunos falaram coisas fofíssimas e super emocionantes.

Entrei no ônibus fretado e fiquei tão triste… Pensei que não teria mais grupo 4 junto e nem Móbile na Metrópole. Ainda bem que eu estava errada, já até nos encontramos, como eu contei aqui!!

O EM foi só um empurrãozinho para nos fazer perceber a cidade e despertar nossa curiosidade, mas o MNM não acaba com os três dias. São Paulo não é só feia, não é só cinza e não é só Moema. Agora nós não vemos a rua, nós reparamos nela.

Um pouquinho de esforço já fez com que todo mundo abrisse os olhos e descobrisse SP como uma cidade completamente diferente do que imaginávamos.

Ana e Rafa

Bicicleta em São Paulo?

Oi! Como vocês sabem, o grupo 4 andou de bicicleta no terceiro dia do Estudo do Meio, então eu e a Malú (vale a pena conferir o blog dela, sério), as duas desse grupo, decidimos fazer um vídeo com a Teresa, que usa a bicicleta como meio de transporte, e com algumas pessoas que andaram de bike em algum dos três dias, pedindo para elas contarem um pouquinho sobre essa experiência, dizendo o que sentiram, esse tipo de coisa. Não somos profissionais nisso de edição, mas esperamos que vocês gostem!!

Bom, indo um pouco mais o que eu senti. Antes do Estudo do Meio, quando eu via alguém usando a bicicleta como meio de transporte eu pensava tipo “nossa, que disposição”, mas isso com certeza mudou muito.  Foi como se eu tivesse descoberto a bicicleta de um jeito novo, não só como “a diversão de domingo”,  fazendo com que ela se tornasse algo tão prazeroso no dia a dia que o cansaço nem era uma coisa que me preocupava.

Eu quase não usava a bicicleta como meio de transporte, só para trajetos muito muito curtos. O medo que os meus pais tinham que eu usasse esse meio de transporte era tão grande que acabou sendo passado para mim.

Mas ele foi quase completamente quebrado. Eu ainda não me sinto 100% segura andando de bicicleta, o impulso de andar pela calçada ainda é muito grande, mas eu estou me acostumando com a ideia de envolvimento com a cidade que a bike proporciona. Isso tem me encantado tanto que eu tenho tentado usá-la mais e até estou pensando em comprar uma para mim (tenho usado a da minha mãe).

São tudo flores? É evidente que não, ainda há uma série de problemas, como dá pra ver na fala da maioria das pessoas no vídeo. Mesmo assim, na minha opinião a bicicleta é uma solução. Para mim, todos os xingamentos, buzinas, olhares raivosos, etc foram compensados pela quantidade enorme de pessoas que vieram conversar e elogiaram a ideia, que filmaram, que sorriam com a gente cantando e que faziam comentários do tipo “nossa, eu deveria perder o medo e começar a andar de bicicleta também”.

Enfim, acho que todo mundo deveria tentar viver isso. Ah, e indo no formato do vídeo, se eu fosse escolher uma palavra para descrever, eu diria único.

Ana

Pirô na Batatinha

Oi gente! Vim contar um pouquinho do que fizemos ontem, que teve um gostinho gigante de Móbile na Metrópole (MNM 2.0).

Bom, éramos um grupo de umas 10 pessoas (eu acho), a maioria do grupo 4. Saímos de bicicleta pela ciclofaixa da Hélio Pellegrino esquina com a Diogo Jácome e fomos até o Pão de Açúcar para encontrar a Teresa, que acabou comprando várias coisas para um 11245309_831308393623916_474259411_nmenino que ela conhece, o Bruno, mais conhecido como menino dos livros, mas essa história não vem ao caso. Enfim, saímos de lá e seguimos pela Faria Lima até encontrar o Bruno e entregar as coisas para ele, foi tão bonitinho o quanto ele ficou feliz, o brilho nos olhos dele foi uma coisa tão linda!! Acho que todo mundo se emocionou bastante.

Continuamos o caminho até chegar na Praça da Batatinha, paramos as bicicletas no Aro 27 (um lugar que vale muito a pena ir na Rua Eugênio de Medeiros, 445) e fomos para o segundo andar comer um bolo de churros (absurdamente delicioso) que a Teresa fez. Depois de comer um monte, fomos até a praça ver o que tinha lá, já que estava acontecendo o evento Pirô na Batatinha, porque a Praça estava fazendo um ano.

Primeiro de tudo, tinham umas moças (dentro do Aro 27) vendendo roupas da marca Velô, que tem coisas lindíssimas para andar de bicicleta, vestidos, saias, etc próprias para isso. Além disso, na frente do café tinham algumas pe11258571_831308383623917_376942987_nssoas vendendo tapioca. Depois, na praça mesmo, tinha food bikes de hambúrguer (muuuuito gostoso), brownies e muitos outros (que eu não lembro agora, mas estão aqui).
Tinham duas outras coisas que eu achei muito legais, a primeira foi uma oficina de desenhar bikes para crianças e a segunda foi o grafite ao vivo!

Voltamos de bicicleta para o mesmo ponto que tínhamos partido, até encontramos o Bruno de novo e ele agradeceu muito a gente, foi um amor, sério! 

A sensação que ficou foi de Móbile na Metrópole de novo, e de grupo também, mesmo com duas novas integrantes! Mais uma vez, só tenho a agradecer por um grupo tão lindo e tão fofo! ❤

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Ana ❤

Caça ao tesouro

No terceiro dia de estudo do meio tivemos os chamados “roteiros surpresa”, cada grupo com o seu. O meu grupo, do roteiro 3, foi presenteado com uma espécie de caça ao tesouro, no qual recebíamos bilhetes, cada um com uma pista do próximo lugar que deveríamos ir e de uma tarefa que deveríamos realizar.

Aqui vai o vídeo que retrata essa aventura.

Eu, Rafa, acabei indo meio de intrusa (como eu expliquei no meu vídeo, anteriormente) nesse roteiro com lugares tão incríveis, mas acho que o vídeo e a descrição já dizem muito sobre isso. Só queria acrescentar que foi uma ideia muito interessante (e nova) do Móbile na Metrópole, que fez com que adquiríssemos um conhecimento sobre tais lugares e também nos proporcionou uma experiência de independência muito maior do que os dois primeiros dias.

Aimée e Rafa