Às descobertas

Eu tinha altas expectativas em relação ao Estudo do Meio – é difícil não ter com a Teresa falando do projeto – e, com alegria, digo que foram superadas. Escolher o melhor momento, para mim, é como ter que decidir entre cheesecake e torta de limão.

O mais marcante no primeiro dia foi a Ocupação que visitamos, a Cine-Marrocos. Ela fica onde era um cinema e, no espaço da sala, grafites cobrem as parede, parecendo uma galeria. Quando entrei fiquei abismada. Mesmo nos lugares que parecem mais repulsivos, encontramos beleza – é só saber procurar.

Já no segundo dia, o mais importante não foi um local em específico. Foi o caminho. Quando estávamos no metrô decidindo para onde ir e como chegar sem ajuda dos professores. Quando andávamos pelas ruas mais confiantes. Lembrei do João Cunha e do seu “Tudo é travessia”. Agora acho que entendi.

No terceiro dia, bem no final, o nosso encerramento. O momento de ouvir meus colegas contando suas reflexões sobre os dias que vivemos e ver os professores se emocionando foi impagável. Estávamos na Zona Leste, o que parecia tão longe de casa, mas nos sentíamos tão confortáveis. Confortável. Esse foi meu sentimento saindo de lá. Confortável diante os meus colegas, que de alguns virei amiga mesmo; diante os professores, que chamei pelo nome; diante a cidade, que depois de um choque inicial virou minha casa.

Aimee

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Os momentos mais marcantes

Eu acho muito, muito difícil mesmo, dizer sobre só uma coisa que me marcou cada dia na viagem, foi tudo incrível! No primeiro o dia, meu grupo visitou uma ocupação, e quando entramos lá fiquei muito surpresa, antes eu pensava que ia encontrar várias pessoas dormindo no chão sem organização  alguma, mas não foi assim! Fomos recebidos pela coordenadora geral de lá, e ela explicou como cada coisa funciona, contou que todos tem que ajudar a manter o lugar, como os quartossão  divididos entres as famílias, etc. Isso me marcou muito, porque quebrou com a noção que eu tinha sobre o que era uma ocupação e eu achei sensacional a forma como todo mundo no prédio se respeita e se ajuda! Ver esse tipo de coisa da esperança em relação a tudo, mostra quem nem todo mundo é egoista, que nem todo mundo é mau, e que existem pessoas que realmente se preocupam umas com as outras!

O segundo dia foi diferente, o que mais mexeu comigo, não foi um lugar, foi a fala do nosso monitor, o Gui, nessa tarde meu grupo foi na exposição no SESC, e saímos todos pintados, pegamos o ônibus e o metrô todos sujos de tinta, e nosso grupo em particular era muito animado, muito animado mesmo, a gente saia na rua cantando alto um monte de música na maior alegria do mundo!! E quando fomos fazer o fechamento do dia o Gui falou que tinha gostado muito de passar a tarde com a gente e terminou falando que a gente veio pro estudo do meio para estudar as intervenções urbanas mas acabamos nos tornando uma delas, porque o jeito que a gente andava na rua, rindo, cantando, conversando, fazia com que as pessoas em volta olhassem e rissem com a gente, ou ao menos refletissem sobre as pessoas da cidade de São Paulo, essa fala dele acho que vai ficar para sempre comigo, de verdade, foi uma das coisas mais bonitas que eu ja ouvi; que a gente pode tocar as pessoas com as coisas mais simples, seja cantando com a cara pintada ou dando gargalhadas, esse tipo de coisa muda totalmente o ambiente, a cidade.

No terceiro dia, várias coisas me emocionaram, desde o João e o Andre chorando e fazendo discursos incríveis até a hora que a gente chegou na escola. Eu fiquei de verdade pensando um tempão no que me marcou esse dia, mas acho que nao tem como eu falar, porque ele foi como uma recapitulação dos dias inesquecíveis que a gente passou junto no centro de uma cidade que como a Carol Medina falou, é um universo, São Paulo, mesmo que cada dia a gente vá a um lugar diferente nunca vai ser possível conhecê-la inteiramente, e isso é incrível, é uma cidade que dá medo, mas fascina ao mesmo tempo! E a gente tem que se esforçar para entender que ela não é formada só por prédios, carros e trabalhadores, ela é formada por nós, por pessoas, como eu e você, pessoas que têm histórias diferentes e que mesmo morando na mesma cidade possuem realidades às vezes totalmente opostas! Só mais uma coisa que eu não podia deixar de mencionar, se não fosse o companheirismo, a paciência, a vontade, a animação do meu grupo tanto dos monitores e professores quanto dos alunos, essa viagem não teria sido tão maravilhosa.

Sofi

O que me tocou?

Oi! Espero que vocês gostem do vídeo, acho que deu pra expressar bem o que eu queria, mas já aviso que eu não sou boa com essas coisas de edição, então ele está bem simples mesmo. E, caso vocês queiram saber, eu tinha uma colinha do que eu queria dizer que eu tinha escrito logo depois de cada dia para não esquecer.

Fiquei super feliz (e emocionada) fazendo esse vídeo e me empolguei muitão, até rolou alguns momentos de fofura ❤

Uma coisa que eu esqueci de falar sobre o terceiro dia: enquanto andávamos de bicicleta, eu até perdi a conta de quantas vezes eu vi as pessoas tirando fotos e filmando a gente, ou até dizendo que queriam andar mais de bike e deviam perder o medo. Então, relacionando um pouco com o nosso tema até, eu acho que isso não deixou de ser uma intervenção urbana, porque a gente alterou o ambiente da cidade, transmitindo nossa alegria para todo mundo que estava passando, fazendo-os pensar.

Acho que é isso! Beijos 🙂

PS.: senti a necessidade de postar uma fotinho do grupo depois de falar tanto sobre eles, é muito muito muito amor por pessoas muito muito muito fofas!

No primeiro dia depois do almoço.
No primeiro dia depois do almoço.

Ana