Às descobertas

Eu tinha altas expectativas em relação ao Estudo do Meio – é difícil não ter com a Teresa falando do projeto – e, com alegria, digo que foram superadas. Escolher o melhor momento, para mim, é como ter que decidir entre cheesecake e torta de limão.

O mais marcante no primeiro dia foi a Ocupação que visitamos, a Cine-Marrocos. Ela fica onde era um cinema e, no espaço da sala, grafites cobrem as parede, parecendo uma galeria. Quando entrei fiquei abismada. Mesmo nos lugares que parecem mais repulsivos, encontramos beleza – é só saber procurar.

Já no segundo dia, o mais importante não foi um local em específico. Foi o caminho. Quando estávamos no metrô decidindo para onde ir e como chegar sem ajuda dos professores. Quando andávamos pelas ruas mais confiantes. Lembrei do João Cunha e do seu “Tudo é travessia”. Agora acho que entendi.

No terceiro dia, bem no final, o nosso encerramento. O momento de ouvir meus colegas contando suas reflexões sobre os dias que vivemos e ver os professores se emocionando foi impagável. Estávamos na Zona Leste, o que parecia tão longe de casa, mas nos sentíamos tão confortáveis. Confortável. Esse foi meu sentimento saindo de lá. Confortável diante os meus colegas, que de alguns virei amiga mesmo; diante os professores, que chamei pelo nome; diante a cidade, que depois de um choque inicial virou minha casa.

Aimee

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