Diário de Viagem – roteiro 3

DIA 1

São paulo, 6 de Maio de 2015

Tínhamos de chegar na escola às 6h30 da manhã. Parece muito cedo, mas juntar e separar 160 alunos e suas coisas antes de uma viagem não é nada rápido. Não sabia o que esperar na realidade, esse sendo o meu primeiro estudo do meio da vida. Após nos organizar-mos, partimos. O roteiro era focado no bairro da Liberdade e em espaços religiosos. Nosso primeiro compromisso era na Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP). Pegamos um ônibus em direção ao Terminal Bandeira, era o primeiro ônibus de alguns.

Quando chegamos na FEESP, mais ou menos às 9h, fomos encaminhados a uma sala, onde nos encontramos com uma das organizadoras da casa. Ela contou sobre a história do Espiritismo e depois nos convidou para tomar o passe, espécie de purificação. Saímos de lá rumo ao nosso próximo horário marcado.

Ao caminhar em direção ao Mosteiro Budista Busshinji, uma coisa que me chamou atenção nas ruas do bairro foram os postes de iluminação pública que incorporavam o estilo oriental. Chegando no mosteiro, fomos recebidos por um monge diferente dos monges que geralmente imaginamos. Ele tinha sim a cabeça raspada e usava os trajes usuais, mas falava normalmente, usava até gírias! Ele também nos explicou a história do Budismo e de Buddha, que na verdade se chama Sidarta. Nos ensinou também como meditar.

Depois fomos almoçar no Rong He, restaurante chinês, para combinar com o clima. Eu e mais duas amigas dividimos um Yakisoba e ainda sobrou! Acabando, pegamos o metrô na estação São Joaquim para visitar a Central de Controle do Metrô (CCO). Tivemos uma palestra sobre o funcionamento das linhas e vimos como era a sala. Ainda ganhamos uma passagem de graça ao sair de lá.

Chegamos em uma das partes mais marcantes, a visita a Ocupação. No caso do meu roteiro era a Cine Marrocos, o prédio que funcionava como um cinema. Para começar, era super organizado. Um advogado, que se mudou pra lá para ficar mais próximo, nos explicou o funcionamento da mesma. Quando entramos na sala em si, só conseguia ouvir as expressões de surpresa. As paredes tomadas de desenhos, grafites e escritos, enquanto as cadeiras foram retiradas deixando o espaço livre. Incrível.

Parede na Ocupação
Na antiga sala de cinema da Ocupação
Parede na Ocupação Cine Marrocos
Parede na Ocupação Cine Marrocos

Ao sair de lá, nos dirigimos ao hotel, mas o dia não tinha acabado. Depois do jantar, lá pras 20h30, fomos para a praça Roosevelt realizar as oficinas que tínhamos escolhido. No break, o que eu escolhi, fomos divididos em dois grupos e aprendemos alguns passos (“aprendemos”, no meu caso) para, no final, competir.  Não nos preocupamos muito com a técnica e foi muito divertido.

DIA 2

São Paulo, 7 de Maio de 2015

Saímos direto do hotel e, como nosso roteiro do segundo dia era focado mais no Brás, pegamos o metrô na República e saltamos na estação Brás. Ao chegarmos, o monitor Pedro disse que o bairro é muito marcado pelo comércio e nos deixou livres para conhecer as casas do norte, lojas que vendem coisas e comidas típicas do norte e nordeste do Brasil. O grupo se separou e, quando nos reunimos, alguns não resistiram e estavam com sacolas.

O grupo escolheu ir para a Feira da Madrugada, famosa pelo comércio de atacado, onde comerciantes de várias cdades vão para repor o estoque. Também ficamos livres para conhecer o local. Depois, relembrando o espírito do primeiro dia, fomos a Paróquia Santo Antônio do Pari, igreja Católica. O interior era lindo. Sentamos um pouco, já que tínhamos andado bastante.

Hora do Almoço! Fomos ao restaurante de comida peruana Aleja. Dividi dois pratos com uma amiga, um ceviche e um macarrão todo diferente. Bebemos Inca Kola, um refrigerante meio caro e muito peculiar (tinha cor amarelo marca texto). Demorou um pouco, mas estava tudo muito gostoso e saímos querendo levar a garrafa de dois litros da bebida. 

Nosso único lugar marcado era a visita a Anhembi Morumbi, no centro, para conhecer o Gastromotiva. Tivemos uma conversa com uma das organizadoras do projeto, que leva o curso de Gastronomia, geralmente caro, para pessoas que não podem pagá-lo. Conhecemos as cozinhas da faculdade e os alunos do projeto. Depois disso, ficamos um tempo livres no pátio da faculdade para descansar e entrevistar pessoas.

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Na Anhembi-Morumbi, conhecendo o Gastromotiva

Para terminar o dia, tivemos um Sarau, com os alunos – e professores – mostrando seus talentos. Foi muito bom! Era a última noite do último estudo do meio das nossas vidas – e, no meu caso, o primeiro – e eu já sentia falta. Cantamos parabéns aos aniversariantes mais próximos, me incluindo. Na volta ao hotel tivemos outro, desta vez com bolo – e com quem será.

DIA 3

*** Esse post aqui mostra o que fizemos na parte da manhã, a caça ao tesouro.

Os relatos aqui começam em ótima hora, no almoço! ***

São Paulo, 8 de Maio de 2015

Grupo em frente a Biblioteca Alceu Amoroso Lima
Grupo em frente a Biblioteca Alceu Amoroso Lima

Como estávamos na região de Pinheiros, fomos ao Mercado Municipal – por indicação da Teresa – comer na Comedoria Gonzales. A comida era muito boa, mas o mais especial era a sobremesa, única disponível, o Tres Leches. Posso falar, vale muito a pena!

Depois todos os grupos se encontraram em Vila Maria Zélia assitir a peça interativa Hygiene. Ela tratava da época de destruição dos cortiços no Rio de Janeiro, no final do séc XIX. Foi bem legal porque os atores pegavam pessoas da plateia para contracenar junto. No final tivemos uma conversa com atores e um encerramento do Estudo do Meio, com alunos e professores dando suas opiniões do que tinham sido os “três dias na cidade”.

Da Zona Leste, com amor,

Aimee

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