Dia 3 do Roteiro 1

Então gente nesse post eu vou falar um pouquinho como foi o terceiro dia do grupo 1! No começo do dia a gente não tinha a menor ideia do que ia fazer, era o dia dos roteiros surpresa. Saindo do hotel o João Cunha, o professor que nos acompanhou durante os três dias, nos mostrou um papel com uma foto ( pista de onde nós deveríamos ir) e disse que o nosso desafio era descobrir os lugares que as pistas estavam representando e ir até eles! Segue ai o vídeo que o grupo 1 fez junto sobre o último dia do Móbile na Metrópole.

Sofi

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Dicas (2)

Quis fazer outro post seguindo a linha do “Dicas” (que se você ainda não viu, está aqui), já que durante essa semana eu estava pesquisando mais sobre outros projetos de intervenções urbanas e encontrei alguns projetos mega incríveis no Instagram.

Espero que vocês gostem de cada uma delas, vale a pena conferir. Inclusive falamos com algumas das pessoas que realizam esses projetos e com certeza tem coisa nova vindo por ai!

  • @grafica_fidalga : A página cola lambe lambes com frases curtas e simples, mas muito bonitinhas! Talvez o trabalho deles seja um dos meus favoritos, só pelo fato de eu me encantar pela quantidade de cores e a fonte utilizadas. Dá pra reconhecer de longe quando é deles. Caso alguém se interesse, tem também a página do facebook.
  • @fuifelizaqui : A proposta deles é um pouquinho diferente das outras páginas que indicamos. O dono cola adesivos que dizem “Fui Feliz Aqui” por vários lugares. Ele não é de São Paulo, não tenho certeza, mas acho que é de Porto Alegre. O fato é, ele manda adesivos para o Brasil inteiro para que seja um trabalho mais interativo e qualquer um que queira possa participar (já dá pra pensar no que a gente fez né? Mas isso fica pra depois).
  • @sigagraffitisp : O nome já se explica bastante! Não são exatamente eles que fazem as intervenções, as pessoas tiram fotos e publicam usando #sigagraffitisp e eles divulgam na página. Além disso, não é só graffiti, tem também frases como aquelas que já indicamos!
  • @poemamundano : Esse é bem parecido com o sigagraffitisp, a proposta é exatamente a mesma, só que usando #poemamundano.

Espero que gostem tanto quanto nós! ❤

Felicidade

Me fala um dia em que você foi muito feliz. Não precisa ser O dia mais feliz da sua vida. Só um diazinho que você se sentiu feliz.

feliz
fe.liz
adj (lat felice) 1 Favorecido pela boa sorte, pela fortuna. 2 Que tem um sentimento de bem-estar. 3 Ditoso. 4 Satisfeito. 5 Bem combinado. 6 Bem imaginado. 7 Bem executado. 8 Que teve bom êxito: Empresa feliz. sup abs sint: felicíssimo.

Segundo dia de Estudo do Meio.

Sai andando pelo CCSP e me veio na cabeça, qual teria sido o dia mais feliz da minha vida. Foi do nada mesmo, mas não soube o que responder. Resolvi sair perguntando para as pessoas. Primeiro eu perguntei se elas se consideravam felizes. Não lembro de ter recebido nenhum não. Depois, disse exatamente o que abriu esse post. A maioria das pessoas tinha que pensar um pouco e só algumas me davam realmente uma resposta, a qual era, quase sempre, o dia que tinham tido seu primeiro filho.

Fiquei muito frustrada. Como é que uma pessoa pode se dizer feliz e não saber me falar nem um dia em que algo a marcou de forma que ela foi assim?

Pensei nisso durante uma semana inteirinha (o que foi profundamente incômodo). Posso dizer que não cheguei a nenhuma conclusão, mas refleti sobre várias coisas.

(Foto: https://instagram.com/p/0uzqDyCrsS/)
(Foto: https://instagram.com/p/0uzqDyCrsS/)

As pessoas estão tão preocupadas em serem felizes ou em parecerem felizes que acabam esquecendo o que é isso. Apesar de eu ter colocado aqui uma definição da palavra “feliz”, eu quero quebrar um pouco com isso. Não acredito que exista definição para felicidade, me refiro a achar o que ela é para você. Afinal, com mais de 7 bilhões de pessoas no mundo, sendo elas completamente diferentes, como seria possível achar uma definição única para um conceito tão complexo? O fato é, talvez as pessoas estejam procurando dar como resposta um acontecimento grande. Um acontecimento que pensem ser incrível, como um casamento ou um filho. Quando na verdade seria muito mais fácil falar que foi um dia que voltou de bicicleta para casa e leu um livro, como me foi dito uma única vez (provavelmente, se você estuda na Móbile você já sabe quem foi, mas vou deixar essa no ar <3). Uma coisa tão simples, mas puramente feliz. É fato que, sendo a felicidade algo subjetivo, pode ser que isso não seja algo que te traria felicidade, mas outra coisinha que você goste poderia ter o mesmo efeito, por exemplo ficar o dia inteiro assistindo Netflix de pijama com pipoca e chocolate ou passando a tarde conversando sobre qualquer coisa que vier na cabeça com alguém que você gosta muito.

Enfim, na minha opinião, as coisas boas acontecem aqui, ali e em qualquer lugar, e é nelas que está a mais autêntica forma de felicidade. Eu sei, é fácil falar assim, mas colocar na prática é realmente muito difícil.

E agora, você consegue pensar em um dia em que você foi feliz? Se sua resposta foi não, você não é o único, mas vale a reflexão.

Ana

Sete dias

Sete dias.

Sete dias que fomos para o Estudo do Meio. Poderia dizer que voltamos há quatro, mas não. Simplesmente pelo fato de que isso não aconteceu.

É engraçado achar que se está indo para algum lugar muito distante e depois perceber que é ali que eu moro. O começo foi realmente uma viagem, tudo muito novo, diferente, inusitado. Mas o final foi tão mais natural, mais confortável, passando a ser mais a minha casa.

Acho que foi por isso tudo que eu não voltei. Pouco a pouco fui passando a ser parte dessa infinita “viagem” que é a cidade de São Paulo.

É óbvio que eu não conheci tudo (e muito menos grande parte), até porque isso seria impossível, já que, como foi dito no nosso fechamento, SP é um universo. E foi nesse universo incrível que eu comecei a me encontrar. E, mais que tudo, foi nele que eu consegui abrir a cabeça, quebrar preconceitos e criar amizades tão fortes. Passei a ter várias vontades. Vontade de levantar domingo de manhã, pegar um ônibus e ir para algum lugar que eu nunca nem ouvi falar. Vontade de sair qualquer dia e simplesmente perguntar para as pessoas na rua qual foi o dia mais feliz da vida delas (até já fiz isso, mas fica para outro post). Vontade de sair andando por aí, sem ter destino e nem hora para nada. Vontade apenas de conhecer.

Eu realmente precisava ter passado por isso, seja para fazer algumas escolhas pessoais ou para me transformar em outra pessoa.

Acho que isso foi, e ainda está sendo, o Móbile na Metrópole. A criação dessas vontades, desses sentimentos de descoberta e de uma sensibilização relacionada à cidade, aos indivíduos e as realidades tão diferentes da nossa.

Assim, para mim, a foto representa muito o Estudo do Meio, já que ele, por si só, é algo finito e passageiro, mas, mesmo assim, o MNM é algo eterno.

(Foto tirada pela Teresa)
(Foto tirada pela Teresa)

Ana

Às descobertas

Eu tinha altas expectativas em relação ao Estudo do Meio – é difícil não ter com a Teresa falando do projeto – e, com alegria, digo que foram superadas. Escolher o melhor momento, para mim, é como ter que decidir entre cheesecake e torta de limão.

O mais marcante no primeiro dia foi a Ocupação que visitamos, a Cine-Marrocos. Ela fica onde era um cinema e, no espaço da sala, grafites cobrem as parede, parecendo uma galeria. Quando entrei fiquei abismada. Mesmo nos lugares que parecem mais repulsivos, encontramos beleza – é só saber procurar.

Já no segundo dia, o mais importante não foi um local em específico. Foi o caminho. Quando estávamos no metrô decidindo para onde ir e como chegar sem ajuda dos professores. Quando andávamos pelas ruas mais confiantes. Lembrei do João Cunha e do seu “Tudo é travessia”. Agora acho que entendi.

No terceiro dia, bem no final, o nosso encerramento. O momento de ouvir meus colegas contando suas reflexões sobre os dias que vivemos e ver os professores se emocionando foi impagável. Estávamos na Zona Leste, o que parecia tão longe de casa, mas nos sentíamos tão confortáveis. Confortável. Esse foi meu sentimento saindo de lá. Confortável diante os meus colegas, que de alguns virei amiga mesmo; diante os professores, que chamei pelo nome; diante a cidade, que depois de um choque inicial virou minha casa.

Aimee

Os momentos mais marcantes

Eu acho muito, muito difícil mesmo, dizer sobre só uma coisa que me marcou cada dia na viagem, foi tudo incrível! No primeiro o dia, meu grupo visitou uma ocupação, e quando entramos lá fiquei muito surpresa, antes eu pensava que ia encontrar várias pessoas dormindo no chão sem organização  alguma, mas não foi assim! Fomos recebidos pela coordenadora geral de lá, e ela explicou como cada coisa funciona, contou que todos tem que ajudar a manter o lugar, como os quartossão  divididos entres as famílias, etc. Isso me marcou muito, porque quebrou com a noção que eu tinha sobre o que era uma ocupação e eu achei sensacional a forma como todo mundo no prédio se respeita e se ajuda! Ver esse tipo de coisa da esperança em relação a tudo, mostra quem nem todo mundo é egoista, que nem todo mundo é mau, e que existem pessoas que realmente se preocupam umas com as outras!

O segundo dia foi diferente, o que mais mexeu comigo, não foi um lugar, foi a fala do nosso monitor, o Gui, nessa tarde meu grupo foi na exposição no SESC, e saímos todos pintados, pegamos o ônibus e o metrô todos sujos de tinta, e nosso grupo em particular era muito animado, muito animado mesmo, a gente saia na rua cantando alto um monte de música na maior alegria do mundo!! E quando fomos fazer o fechamento do dia o Gui falou que tinha gostado muito de passar a tarde com a gente e terminou falando que a gente veio pro estudo do meio para estudar as intervenções urbanas mas acabamos nos tornando uma delas, porque o jeito que a gente andava na rua, rindo, cantando, conversando, fazia com que as pessoas em volta olhassem e rissem com a gente, ou ao menos refletissem sobre as pessoas da cidade de São Paulo, essa fala dele acho que vai ficar para sempre comigo, de verdade, foi uma das coisas mais bonitas que eu ja ouvi; que a gente pode tocar as pessoas com as coisas mais simples, seja cantando com a cara pintada ou dando gargalhadas, esse tipo de coisa muda totalmente o ambiente, a cidade.

No terceiro dia, várias coisas me emocionaram, desde o João e o Andre chorando e fazendo discursos incríveis até a hora que a gente chegou na escola. Eu fiquei de verdade pensando um tempão no que me marcou esse dia, mas acho que nao tem como eu falar, porque ele foi como uma recapitulação dos dias inesquecíveis que a gente passou junto no centro de uma cidade que como a Carol Medina falou, é um universo, São Paulo, mesmo que cada dia a gente vá a um lugar diferente nunca vai ser possível conhecê-la inteiramente, e isso é incrível, é uma cidade que dá medo, mas fascina ao mesmo tempo! E a gente tem que se esforçar para entender que ela não é formada só por prédios, carros e trabalhadores, ela é formada por nós, por pessoas, como eu e você, pessoas que têm histórias diferentes e que mesmo morando na mesma cidade possuem realidades às vezes totalmente opostas! Só mais uma coisa que eu não podia deixar de mencionar, se não fosse o companheirismo, a paciência, a vontade, a animação do meu grupo tanto dos monitores e professores quanto dos alunos, essa viagem não teria sido tão maravilhosa.

Sofi

O que me tocou?

Oi! Espero que vocês gostem do vídeo, acho que deu pra expressar bem o que eu queria, mas já aviso que eu não sou boa com essas coisas de edição, então ele está bem simples mesmo. E, caso vocês queiram saber, eu tinha uma colinha do que eu queria dizer que eu tinha escrito logo depois de cada dia para não esquecer.

Fiquei super feliz (e emocionada) fazendo esse vídeo e me empolguei muitão, até rolou alguns momentos de fofura ❤

Uma coisa que eu esqueci de falar sobre o terceiro dia: enquanto andávamos de bicicleta, eu até perdi a conta de quantas vezes eu vi as pessoas tirando fotos e filmando a gente, ou até dizendo que queriam andar mais de bike e deviam perder o medo. Então, relacionando um pouco com o nosso tema até, eu acho que isso não deixou de ser uma intervenção urbana, porque a gente alterou o ambiente da cidade, transmitindo nossa alegria para todo mundo que estava passando, fazendo-os pensar.

Acho que é isso! Beijos 🙂

PS.: senti a necessidade de postar uma fotinho do grupo depois de falar tanto sobre eles, é muito muito muito amor por pessoas muito muito muito fofas!

No primeiro dia depois do almoço.
No primeiro dia depois do almoço.

Ana

Sobrevivências/Uma Exposição Sobre Vivências: Carandiru

Oi, gente!

Voltamos ontem do Estudo do Meio e logo logo já vai ter post sobre como foi! Enquanto estamos dando os toques finais nisso, estava pesquisando sobre algumas exposições que estão acontecendo em São Paulo para eu poder conferir e encontrei uma relacionada com o Carandiru. Durante esses três dias que estávamos explorando a cidade, dois grupos (um deles era o meu) foram ao Parque da Juventude e ao Museu do Carandiru e esse tema despertou muito a minha curiosidade.

A mostra, realizada no Museu da Casa Brasileira, revela soluções encontradas pelos detentos para os obstáculos e para as condições de vida enfrentadas no cotidiano do presídio. A iconografia utilizada foi produzida pela equipe coordenada por Sophia Bisilliat e André Caramante entre 2001 e 2002, últimos anos de funcionamento do local. Em outubro de 2001, com a permissão de circular (dentro do possível) no interior do presídio, Sophia e André iniciaram o trabalho de documentação. Juntaram-se a eles João Wainer para fotografar e Maureen Bisilliat (a curadora) para gravar em vídeo os detalhes. A equipe coletou peças do dia a dia, que formam um recorte das ferramentas e utensílios improvisados pelos detentos.

(O vídeo fala até 15 de março, mas a data correta é a que se encontra abaixo, de acordo com o site do MCB)

Informações:

Lugar: Museu da Casa Brasileira (Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2.705 – Jardim Paulistano)

Data: até 17/05/15

Preço: R$4, e grátis nos sábados, domingos e feriados

Horário: terça a domingo das 10hs até as 18hs

“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.”

(José Saramago)

Oi gente!

Amanhã vai ser o estudo do meio e como já dissemos aqui estamos mega ansiosas!!! Então decidimos fazer um post contextualizando um pouco como vai ser.

Nos dividimos em 8 grupos de 20 alunos, cada um com um roteiro que vai passar por diferentes lugares da cidade. Sairemos da Móbile amanhã bem cedinho e cada um vai para o seu respectivo roteiro.

A Rafa e a Ana escolheram o roteiro 4, que vai para a Zona Norte no primeiro dia, no segundo para a Liberdade e no terceiro vai andar de bicicleta, a Sofi escolheu o roteiro 1, que vai para o Bexiga e no outro dia que vai ver a arte na cidade (na 23 de maio, no Beco do Batman, etc) e a Aimee escolheu o 3, que vai para a Liberdade e depois para o Brás. Tanto o 3 quanto o 1 terão, no terceiro dia, um roteiro surpresa.

À noite haverá atividades também, oficinas de parkour, sticker e break, no primeiro dia, e um sarau no segundo.

Quanto ao blog, nós pretendemos fazer, logo que chegarmos no hotel, um vídeo contando o que nos marcou em cada dia e depois que voltarmos vamos contar detalhadamente o que fizemos.

Com certeza haverão mais notícias logo! Esperamos que vocês estejam tão animados quanto nós!

O grupo