“Los coches nos vuelven invisibles”

Oi gente!

Esse post deveria ter sido feito há um tempinho já, mas só tive tempo (e disposição) para fazer isso agora, então vamos lá né.

Bommm, sábado, dia 13 de junho, ou seja, final de semana anterior a semana de provas (sim, aquele que você morre estudando), fui fazer o que? Assistir a um documentário no parque do Ibirapuera, é lógico!

Umas 10 pessoas (ou menos, não sou boa de estimativa) encontraram a Teresa na praça do Monumento às Bandeiras e nós andamos até o Auditório Ibirapuera. Sentamos e conversamos até o documentário começar, mas a exibição não foi dentro do auditório, e sim na área externa. O filme foi projetado na parede em frente a umas 2000 pessoas.

Fui sem saber exatamente o que ia assistir (como sempre, bem perdida). Só sabia que era sobre bicicletas. Acabei descobrindo que era o lançamento de um documentário chamado Bikes vs Carros. Dirigido pelo sueco Fredrik Gertten (que estava lá no parque), o filme mostra como a indústria automobilística influencia nas políticas públicas das cidades e como a bicicleta começa a tentar mudar um pouco disso, não mostrando uma “guerra” por espaço, como sugere o título. Ele retrata diversos locais, como Copenhague, Los Angeles, São Paulo, Toronto, Bogotá, etc, mostrando diferentes pontos de vista em relação à bicicleta e ao modo que ela é utilizada. Por meio de entrevistas com, por exemplo, Aline Cavalcante, ciclista que mora em SP, e Raquel Rolnik, arquiteta e urbanista, vai sendo mostrada a importância das bicicletas e das ciclovias. O filme mostra nomes e situações um pouco mais cotidianas e acho que, por causa disso, as pessoas foram se aproximando de nós, fazendo com que a Aline, por exemplo, fosse muito mais do que apenas uma ciclista.

O que mais me marcou foi o fato de ele me fazer pensar que talvez a bicicleta seja um meio de humanizar e tornar parte da cidade aqueles que são invisíveis dentro dos carros.

Aqui tem dois trailers que eu achei:

Confesso que eu nunca tinha visto um filme ao ar livre, mas a sensação foi incrível. Poder ver o céu e as estrelas enquanto eu assistia foi uma coisa indescritível, até os aviões que passavam me encantavam! Mas enfim, depois de ter visto o filme comendo o bolo (como sempre delicioso) da Teresa, discutimos um pouco sobre o documentário.

Nessa discussão, falamos um pouco sobre o título, que eu, particularmente, não gosto, assim como a maioria das pessoas que estavam lá. Em relação a isso, encontrei um vídeo do diretor falando um pouco sobre isso e sobre as pessoas que não gostam:

Gostei muito, muito mesmo. Apesar de todos os pontos negativos que existem no filme, eu senti vontade de fazer parte daquilo. Recomendo que todos assistam, de verdade!

Ele já está sendo exibido em São Paulo (Espaço Itaú de Cinema – Augusta e Frei Caneca) e no Rio de Janeiro (Espaço Itaú Cinema) e logo será mostrado em Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Brasilia, Belo Horizonte, Salvador, João Pessoa e Santos.

Se quiser saber mais, aqui está o site do filme.

Ana

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