Arrependimentos (?)

Oii, gente!

Como já dissemos várias vezes, estamos fazendo alguns posts obrigatórios e esse é um deles, só que dessa vez ele é coletivo, ou seja, nós três estamos escrevendo. Nesse post nós temos que responder a seguinte pergunta: hoje, depois de ter terminado o vídeo, o que o grupo teria feito diferente no seu processo de trabalho?

A primeira coisa que veio na cabeça foi cortar os vídeos antes dos áudios. Nós cometemos esse erro e, de verdade, foi horrível. Depois de cortar todos os vídeos nós tivemos que achar e cortar cada áudio correspondente e, além de todo esse trabalho, no final era muito difícil de sincronizar as duas coisas. Até porque, com todo o nosso perfeccionismo e a aflição de esmagar 4 horas em 10 minutos, a gente acabou cortando todos os suspiros e momentos de “é…”s nas falas dos nossos entrevistados. Imaginem o quão pequenos ficaram esses vídeos e como foi, de fato, impossível cortar os áudios tão pequeninos e, como dissemos, sincronizar esses pedaços. O vídeo ficou meio Frankenstein (mas lindo <3).

Acho que, além disso, um arrependimento é não termos nos envolvido de primeira com o blog. Claro, postamos bastante coisa desde sempre, mas, no começo, eram sempre fotos ou poemas, sozinhos e desconexos. Agora, sabemos utilizar melhor esses elementos para propor reflexões (os nossos posts mega filosóficos, ou não, estão aqui), envolver nossos leitores mais no nosso tema e usar esse blog como um terapeuta que não responde, recheado de desabafos dos mais diversos tópicos.

Pessoalmente (em três), amamos nosso tema e o produto final de nosso minidoc. Acho que, se pudéssemos, teríamos mais incontáveis minutos de vídeo e entrevistaríamos mais inúmeras pessoas, as quais nos deparamos ao longo do processo e que fizeram esse trabalho mais lindo e mais recheado de amor, mas, infelizmente isso não foi possível. Nós até pensamos algumas vezes em fazer uma versão estendida, mas a vida tem estado uma loucura (cenas do próximo post-desabafo), então o tempo está curto. Mas a ideia não sumiu. Quem sabe um dia, né? Não podemos deixar de sonhar…

Escrevendo esse post o sentimento que tivemos foi de que talvez esse ano pudesse ter sido melhor aproveitado. Talvez possa ser coisa da nossa cabeça (bem possível), ou talvez não seja possível aproveitar nada por completo em momento algum, por mais envolvidas e empolgadas com o projeto que nós estivéssemos… sempre daria para aproveitar um pouquinho mais, não é? Talvez esses medos sejam por causa do terceiro ano chegando, final de escola, vestibular… aí esse tipo de crise vai se acentuando e acho que não tem nada que nós possamos fazer. Não conseguimos concluir se isso seria realmente um arrependimento, parece mais uma incerteza enorme que engloba um pouquinho de tudo e que surgiu, agora, nesse momento de reflexão. E, no final, o importante é pensar em tudo que aproveitamos mesmo, e não esses 0,1% que deixamos passar. É isso que nos marca, é isso que fica.

De resto, foi tudo muito tranquilo: o grupo funcionou bem, não deixamos nada para a última hora, amamos o nosso tema com todo o coração, conhecemos pessoas incríveis, vivemos experiências profundamente amadurecedoras, conseguimos fazer disso um projeto muito além do acadêmico… E a lista continua. Tirando nossos problemas técnicos e crises com a edição e a vontade de fazer mais, estamos muito contentes com o produto final desse projeto. Mas isso deve ser algo perceptível em cada post e cada etapa disso tudo ❤

PS: o ano está acabando e, por consequência, o projeto também. Mas esse blog virou um refúgio tão grande para todos os momentos que é muito provável que vocês nos vejam aqui ano que vem! Cada vez com mais crises existenciais e mais saudades dessas tarefas tão gostosas desse projeto.

Com muito carinho,

Analu, Rafa e Sofi

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As flores de São Paulo

“Há flores em todos os lugares para aqueles que querem vê-las”

Oii, gente!

Falei nesse post que nós tínhamos que fazer alguns posts obrigatórios esse bimestre, então esse é o segundo deles. A pergunta é: a relação com São Paulo mudou após os três dias de estudo do meio e do MNM como um todo?

A resposta para isso é muito simples, e tenho certeza que o blog mostra isso claramente.

Primeiro de tudo, queria explicar a frase que eu coloquei no começo do post. O primeiro post do blog inteiro foi feito por mim no dia 10 de março (aqui o link) e era sobre as minhas primeiras impressões e as expectativas que eu tinha para o projeto. A última frase desse post era essa que eu coloquei aqui, porque eu achei que não tinha um jeito melhor de começar o meu último post obrigatório e individual. Não vejo por que explicar a relação entre o que eu vou falar e a frase, vai estar beeeem evidente.

Tem um trecho da Ryane no nosso documentário que ilustra muito bem tudo que eu vou falar:

“Eu descreveria São Paulo como uma cidade que é dita fria, mas não é. Você tem que estar muito disposto para São Paulo, tem que ter disposição porque senão você vai ficar em casa e você vai reclamar da cidade, se você estiver disposto a conhecer… Digamos que São Paulo seja uma pessoa difícil, e bem difícil, dura, seca e não sorri. Mas conforme você vai conhecendo essa pessoa você percebe que ela sorri sim, que ela é um amor, que você quer dividir muitas mesas de bar com ela, que você quer sempre estar perto e quer passar tardes no parque com ela, quer ver o pôr do sol junto e quer ver o nascer do sol junto. Eu acho que São Paulo é isso pra mim, é uma cidade que parece um muro de concreto, mas e se esse muro tem um monte de poesia, um monte de gente colocando alguma coisa? Será que já não é diferente? Será que ela é de fato concreta ou a gente consegue derreter esse concreto, derreter esse gelo e fazer tudo ficar melhor e mais bonito?”

A cada dia a cidade cinza passava (e ainda passa) a ter um pouquinho mais de cor e, pouco a pouco, eu conseguia enxergar as flores que estavam escondidas ali, bem na minha frente. Eu cresci muito. Muito mesmo. Até maio, em SP só existia Moema, Jardins e Morumbi, SP só tinha trânsito e violência e era uma cidade absolutamente sem graça. E nossa! Eu não poderia estar mais errada. Nós saímos da nossa zona de conforto e fomos viver um pouco para romper essa visão totalmente estereotipada do que era a cidade e de como eram as pessoas daqui.

Não consigo nem imaginar a pessoa que eu era ano passado andando por lugares praticamente desconhecidos e passando dias inteiros se perdendo (e se encontrando). E, em 3 dias, as coisas já eram tão diferentes! No primeiro, todo mundo era mega sem jeito, sem saber onde se enfiar, tropeçando nas pessoas, atrapalhando a passagem, e por aí vai, mas no segundo todos tinham entendido um pouco melhor como a cidade funcionava. Acho que o Estudo do Meio foi só o começo. Passou a ser natural fazer tudo aquilo que eu não achava que faria (e nem tinha muita coragem de fazer): usar a bicicleta como meio de transporte, usar o transporte público, andar muito e ter que pedir orientações, porque com GPS não vale, né? Sim, eu sei, são coisas meio idiotas e pode parecer exagero, mas, pra alguém que só andava sozinha por Moema, foi um avanço gigante e já serviu para mudar radicalmente a minha visão de mundo. Aquela sensação de turista (ou ET) que eu tive no primeiro dia começou a ir embora, e o medo foi junto.

Não há dúvidas de que eu era completamente alienada em relação à cidade, e, mesmo ainda não estando completamente livre disso, acho que finalmente eu posso dizer, sem muita hesitação, que eu sou parte da cidade. Eu ainda tenho muita coisa (muita mesmo) para descobrir aqui, mas eu só tenho a agradecer por essa abertura para um olhar crítico e uma perspectiva de mudança dentro de mim.

E no final de tudo, o que eu tenho para dizer é que “uma flor nasceu na rua!”, ou melhor, nas ruas… ❤

Beijos,

Analu

A transformação da cidade!

Oii!

Esse é o meu segundo post obrigatório (o primeiro está aqui), e temos que responder essa pergunta: a sua relação com São Paulo mudou após os três dias de estudo do meio e do MNM como um todo?

Minha relação com a cidade de São Paulo muito bastante desde o inicio do Móbile na Metrópole. Depois de conhecer realidades totalmente diferentes da minha durante os três dias de estudo do meio, de ver coisas completamente novas para mim, acho que comecei a reparar nos detalhes de nossa cidade.

Nosso projeto, como vocês já sabem, é sobre intervenções urbanas relacionadas a poesia, então meu maior contato nesse projeto foi com as pequenas marcas que cada artista deixa na cidade de São Paulo e que com certeza alegra o dia de muitos paulistanos. Eu lembro, por exemplo, de antes passar por uma pixação (aliás, eu nem sei se posso mesmo definir como pixação, já que o que eu chamo de pixação, outras pessoas podem considerar um lindo grafite) e pensar que era um absurdo alguém querer degradar a própria cidade. Hoje em dia, no entanto, eu vejo essas “pixações” como forma de as pessoas se expressarem em uma cidade como São Paulo que fomenta cada vez mais o anonimato das pessoas. Agora, quando eu passo por intervenções eu tento entender o que o artista estava pensando quando fez tal arte, se ele quis dizer algo, ou não.

Além disso, o projeto me fez perceber de forma mais real o quão privilegiados nós somos. Jovens protegidos, com acesso a uma educação de qualidade, acesso a saúde… enfim, me fez enxergar a vida com outros olhos. Me fez conhecer, também a tão famosa diversidade de São Paulo, as diferentes pessoas que andam pelas ruas de um lado pro outro indo para mil lugares diferentes, com mil pensamentos, ideias e culturas! E que coisa linda toda essa gente diferente junta aqui!

O trabalho que durou o ano inteiro me fez ver que São Paulo não é tão cinza como muitos dizem, e que na verdade nossa cidade só precisa ser olhada com cuidado, a cada esquina tem um muro desenhado, um poema escrito que muitos de nós não percebemos pelo descuido de simplesmente olhar. Eu comecei a realmente enxergar nossa cidade depois desse trabalho.

Sofia

Cidade que tudo dá e tudo cobra…

“cidade que tudo dá

e tudo cobra.

do alto dos prédios,

aos beijos dos ventos,

contemplo sua obra:

essa imponência dura,

mas também essa ciência nobre

de seguir em frente.

pulsa: é feita de gente.

vive. e eu acompanho.”

O post de hoje está relacionado mais diretamente com São Paulo do que o anterior, apesar de eu já ter falado um pouco sobre isso. A pergunta que devemos responder hoje é: a sua relação com São Paulo mudou após os três dias de estudo do meio e do Móbile Na Metrópole como um todo?

Acho que a resposta cabe em três letras garrafais: SIM.

E muito.

Tanto que fica até complicado expressar o quanto essa relação mudou.

Começa com a percepção. Com sair daquela bolha na qual nós, jovens protegidos e privilegiados, vivemos. Com olhar para o outro, sem aquela sensação de se sentir mal, mas entendendo o funcionamento das cidades grandes e a situação que levou aquilo que encontramos. É muito mais do que um momento turístico, de conhecer lugares famosos, passar, tirar fotos e continuar a rota. É um momento de reflexão sobre o sistema no qual vivemos. É “conhecer São Paulo sem GPS”, é viver algo que milhões de pessoas vivem todos os dias. E isso tudo é uma grande urgência. Somos ensinados a dizer que queremos ajudar as pessoas, que queremos mudar o mundo. Mas como seria possível fazer isso sem olhar para o outro? Sem analisar tudo aquilo que nos afronta?

É muito claro ver como passamos a nos comportar na cidade e frente aos outros habitantes da mesma. No primeiro dia do Estudo do meio, eu lembro que, chegava até a ser engraçado, mas a gente não tinha noção nenhuma de espaço. Esbarrávamos nas pessoas, sem querer, lógico, e ocupávamos todo o espaço, impedindo a passagem dos outros e tudo mais. Acho que isso representa bem essa incapacidade de perceber outras pessoas no mesmo espaço. Já nos últimos dias, estava todo mundo mais confortável na cidade, nas ruas e todos os ambientes que frequentávamos, sem falar alto ou nada do tipo, e também com as pessoas, sem vergonha de pedir ajuda ou direções.

Além disso, em que mundo eu sairia de casa, pegando metrô e ônibus, para passar o dia nos arredores do centro e depois ir para a Vila Madalena? Não sei como eu teria coragem de fazer isso, com máquina fotográfica e todos os aparatos na bolsa, “só” acompanhada por uma outra menina, da mesma idade que eu, se não fosse pelos três dias que passamos na cidade. Também não sei como minha mãe teria deixado isso tudo, se ela não tivesse percebido como eu amadureci e cresci durante todo esse projeto. Ela sempre dizia, antes, que eu era muito avoada, era capaz de me perder e que eu não tinha senso de direção nenhum. Consegui fazer tudo isso (e muito mais) com certa naturalidade. O medo sumiu, junto com aquela noção do tipo “o que diabos eu to fazendo aqui?”.

Conheço bairros, sei o nome das ruas, sei pegar metrô e ônibus sozinha (eu até sei que isso não é nada demais, mas como eu só ando a pé por Moema, foi uma grande evolução pra mim), sei analisar problemas da cidade, sei quebrar estereótipos meus e das pessoas com quem eu convivo (inclusive brigar com a minha avó por ela dizer que a 23 de Maio estava feia. É, pois é, digamos que eu perdi a paciência e acabei me alterando um pouco)…

Me sinto, cada vez mais, menos alienada e mais envolvida nas questões da cidade que, agora, posso chamar de minha. E isso tudo é um processo que eu continuo desenvolvendo a cada dia mais, mas que só foi possível graças a essa iniciativa e esse pequeno empurrãozinho feito pela nossa escola.

Rafa

De experiências a aprendizados

“E um dia os homens descobrirão que esses discos voadores estavam apenas estudando a vida dos insetos…”

Oi gente!

Esse é mais um daqueles posts obrigatórios em que devemos responder o que aprendemos fazendo o documentário e como o blog e o minidocumentário traduzem o processo de aprendizagem. Ao longo desse ano, como a Rafa e a Analú já contaram (aqui e aqui), eu comecei a me interessar mais pelo outro. Conhecemos ao longo do ano pessoas maravilhosas que encaravam a vida de uma maneira mais simples e poética e isso me fascinou! Aliás, hoje mesmo eu vi a peça de teatro do nono ano, que estava realmente incrível e que tinha grande relação com o fato de nos olharmos apenas para nós mesmos, considerando irrelevantes as coisas alheias. Durante todo o espetáculo, fiquei pensando como o Móbile na Metrópole quebrou um pouco disso em mim.

Primeiro,  minha noção do que era um documentário se transformou completamente. Antes eu tinha na minha cabeça que documentário era algo muito restrito e com função totalmente educativa, agora eu me interesso muito mais por esse tipo de gênero, já que aprendi que pode ser emocionante (como muitos dos minidocs) e muito interessante, além de dar abertura para retratar da forma que preferirmos o nosso projeto!

Além disso, pelo fato de nosso projeto ter relação com intervenções urbanas, aprendi a olhar além dos grafites, além das pequenas frases espalhadas por nossas cidades, além dos lambe-lambes. Entendi, finalmente, que, por trás de cada uma delas, tem um artista com uma história e com uma urgência para dizer algo.

Por ser um projeto que dura um ano inteiro eu aprendi, também, que temos que ser compreensivos uns com os outros, porque trabalhar em grupo tem lá suas partes boas, mas é realmente muito difícil. Mesmo nós nos dando muito bem, tivemos, ao longo do ano, uma série de probleminhas que precisaram de muita compreensão para serem resolvidos, como a falta de organização (minha, principalmente), que deixava todo mundo muito estressado por causa dos posts obrigatórios, como este, que eu estou fazendo domingo às 22:30 e tem que ser entregue amanhã. A gente teve que ter muita paciência com os probleminhas que apareceram durante a edição. Cada hora era uma coisa diferente (áudio, imagem, sincronia, etc), e todas as integrantes tinham reações totalmente diferentes sobre cada conflito. Serviu até para que eu aprendesse que as pessoas lidam de mil jeitos diferentes com as coisas e isso é incrível! O engraçado é que só agora, escrevendo esse texto, que eu me dei conta o quanto eu aprendi com esse projeto!

Agora, respondendo a segunda pergunta, as meninas tem total razão ao defenderem que o minidoc não traduz boa parte do nosso trabalho ao longo desse ano, até porque é realmente muito difícil (para não dizer impossível) transformar 4 horas de entrevista em dez minutos! Muita coisa linda e interessante teve que ser deixada de fora, infelizmente. Na minha opinião o que mais retratou o projeto foi o blog, o qual acompanhou esse projeto desde o inicio, e retratou nosso crescimento com o trabalho! Ainda assim, nem ele consegue retratar completamente tudo que foi essa experiência que nós tivemos!

Sofia

Aprendizados e um projeto feito deles

“O propósito do aprendizado é crescer, e nossas mentes, diferentes de nossos corpos, podem continuar crescendo enquanto continuamos a viver.”

Oi gente!

Bom, agora é minha vez de continuar o post feito pela Analú, um aqueles posts obrigatórios do projeto.

A pedidos de nossos coordenadores, vamos contar para vocês tudo o que aprendemos ao longo desse ano, a partir, obviamente, desse projeto.

O processo foi lindo, mas disso vocês já sabiam. Passar dias pela Featured imagecidade com o grupo todo me proporcionou experiências incríveis, que já foram relatadas anteriormente. Já nesse começo, aprendi muito simplesmente por fazer o exercício de olhar para o outro, ao invés de desviar e andar mais rápido, e de olhar para a cidade. E não só olhar, mas viver, me locomover por aí. Analú pode confirmar, nós duas tivemos muitas aventuras ao longo disso tudo. Desde ir até o centro da cidade em um dia chuvoso, até caminhar 1,5km até o Beco do Batman, contamos isso aqui.

É difícil trabalhar em grupo, é difícil decidir tudo acoplando ideias de todas, é difícil lidar com problemas bizarros, tipo a câmera ficar cortando a entrevista sozinha, tipo os áudios, no meio da edição, ficarem parecendo “Alvin e os Esquilos”, mas eu, pessoalmente, amadureci muito com isso tudo.

Assino embaixo de tudo que a Analú disse. O conceito de documentário mudou completamente para mim e isso é visível até quando se compara esse post, o qual fizemos no início do projeto, com o nosso minidoc final (que já já vai estar disponível para vocês aqui!!!!). A ideia de ser quadradinho ou educativo, desapareceu. Conseguimos montar, na minha opinião, algo tocante e educativo em diversos sentidos, mas sem ser acadêmico. Sou apaixonada pelo nosso vídeo, vira e mexe me pego assistindo ele de novo. Não estou dizendo que ele é perfeito ou sei lá, mas ele me remete muito a tudo isso que eu vivi e aprendi. O blog também passa, a cada post, o quanto crescemos e aprendemos durante todo o processo. É só ler ele todo, do começo ao fim, que a diferença fica bem clara. Até na maneira como escrevíamos é fácil ver como estamos mais a vontade com esse recurso.

O mais legal de tudo é que toda essa nossa paixão pela poesia ultrapassou as barreiras do blog e do minidocumentário. Esse mural que montamos na sala de História fez incontáveis dias e aulas mais felizes. Sair para comprar papel de dobradura, configurar o computador para imprimir as frases, correr para comprar taxinhas, quase cair das cadeiras enquanto a gente pregava os poemas lá em cima… Tudo isso fez parte desse projeto. E, posso afirmar, cada segundo valeu a pena.12178066_908634419224646_495742236_n

Conheci pessoas incríveis. Todos os nossos entrevistados são aquelas pessoas que só falam poesia, que te dão vontade de correr e se afogar num abraço. São pessoas que me deixavam pensando o quanto eu queria alguém assim, parecido com eles, comigo. E isso também me fez mudar meu olhar para a minha vida. Se, um dia, no futuro, vocês passarem por uma intervenção urbana poética e virem meu nome assinado ali embaixo, não estranhem. Esse projeto me deu uma profunda vontade de fazer isso por toda a vida. ❤

Rafa

O que eu aprendi?

“Numa experiência pela qual peço perdão a mim mesma, eu estava saindo do meu mundo e entrando no mundo.”

Oii, gente!

Assim como nos outros bimestres, nós teremos que fazer alguns posts obrigatórios, e esse é um deles (a Rafa e a Sofi vão fazer um post assim também ao longo do final de semana). Para dar uma contextualizada melhor antes de começar a escrever, as perguntas que nós temos que responder nesse primeiro post são: o que você aprendeu fazendo o documentário? O seu minidocumentário e o blog traduzem o processo de aprendizado ao longo do projeto?

Acho que a primeira coisa que eu aprendi foi que (choque para todos) documentário não é aquilo que a gente vê ou não no Discovery Channel. O documentário pode ter uma carga emocional muito grande, como foi o caso de muitos dos documentários que os outros grupos fizeram (eles ainda não foram postados, mas os links de todos os blogs estão aqui), ele pode ter uma mensagem e um objetivo muito bonitos, como o nosso.

Falando um pouco mais da nossa experiência, eu aprendi que trabalhar em grupo é muito difícil, ainda mais considerando que nós fizemos o projeto durante um ano inteirinho com o mesmo grupo. Minha sorte foi que nós três nos entendemos muito bem, então, mesmo querendo se esganar de vez em quando, na maior parte do tempo tudo deu certo, até porque cada uma tinha uma coisa que gostava mais de fazer ou que fazia melhor. Eu, assim como todo o grupo, tive que aprender a me organizar, afinal, administrar documentário, blog, estudos, sono e vida social (apesar desses dois últimos terem sido deixado um pouco de lado) não é nada fácil. Além disso, tivemos que aprender a editar vídeos, o que foi realmente muuuuito difícil, porque nenhuma da nós três sabia no começo, então a irmã da Sofi teve que nos ajudar bastante no começo (Marina 💛), e aí depois de um tempo nós já conseguíamos editar bem direitinho!

Saindo dessas questões um pouco mais práticas e falando do nosso tema, eu acho que eu, a Rafa e a Sofi aprendemos muita coisa. Eu aprendi a reparar. A passar pela rua e não só ver as coisas, mas percebê-las, parar para olhar. Nós conhecemos pessoas incríveis que eu nunca teria pensado que iria conhecer e que tinham projetos incríveis. Mais do que isso, eu passei a me conhecer muito melhor. Eu sou mega perdida com essas coisas de saber sobre mim, sobre o que eu gosto e sobre o que eu quero fazer da minha vida em um futuro próximo, mas depois desse processo todo eu descobri que eu sou muito mais apaixonada por poesia do que eu pensava, o que, sinceramente, pra mim foi muito positivo. Não sei dizer se foi uma coisa que eu aprendi diretamente com o documentário, mas como esse ano tudo esteve bastante ligado a ele, eu aprendi a lidar um pouquinho melhor comigo mesma. O que eu quero dizer com isso? Nem eu sei explicar direito, mas no meio de tantas e tantas crises que eu tive esse ano, o projeto me ajudou tanto…

Na minha opinião, tanto o blog quanto o documentário traduzem pouco o nosso aprendizado. O processo inteiro foi muito mais rico do que o que nós jamais poderíamos expressar por completo.

O minidoc traz um recorte muito pequeno, afinal, ele só tem 10 minutos, o que pode parecer muito, mas acredite, quando você tem mais de 4 horas de entrevistas, não é nada. Para mim, o processo se refere a tudo que nós conhecemos e vivemos como consequência do projeto, indo muito além só do aprendizado sobre nosso tema, que é do que o documentário fala.

Ainda que ambos mostrem uma parte muito restrita do nosso aprendizado, o blog faz isso um pouquinho melhor. Eu me apaixonei por escrever aqui, então tudo que eu compartilhei (crises, reflexões e por aí vai) reflete tanto o tema quanto outros fragmentos daquilo que eu aprendi, sendo um reflexo do que eu vivi e me tornei ao longo desse ano. A diferença entre os primeiros posts e os de agora é gritante, não tem como discordar disso!

Espero que eu tenha conseguido transmitir um pouquinho desse aprendizado para vocês! 💛

Mil beijos,

Analu

Comum A Dois

Oii, gente!

(Foto do instagram do projeto)

Há alguns (muitos) meses nós mencionamos um projeto incrível chamado Comum A Dois (se você não viu o post, está aqui). Nossa ideia original era entrevistá-los para o nosso documentário (que, por sinal, postaremos aqui muito em
breve), mas isso não foi possível porque eles estavam mega ocupados nesses últimos meses e acabaram ficando sem tempo de fazer a entrevista. Mesmo assim, decidimos fazer uma pequena entrevista por e-mail para poder conhecer um pouquinho mais sobre eles!

O projeto foi criado por Thiago Domingues e Carolina Sab. Ele tem 28 anos e é natural de São Bernardo do Campo. Formado em Psicologia, desde 2011 escreve poesia e alguns contos autorais. Ela tem 30 anos e também é de São Bernardo do Campo. Apesar de ser formada em Jornalismo, trabalha com produção de eventos e tem a fotografia como hobby. O Comum A 2 já esteve em eventos como a Festa Literária Internacional de Paraty, o Festival de Cultura e Arte do Grande ABC e o Ugra Zine Fest no CCSP.

Como surgiu a ideia para o projeto? “Pensamos na criação de um projeto que unisse as principais referências de cada um e que fosse comum a nós dois, enquanto casal. Assim, pegamos alguns poemas do Thiago e transformamos em lambe-lambe e passamos a colar pela cidade de São Bernardo em locais ‘inusitados’ e que favorecessem boas fotos para a Carol. Nosso objetivo maior consiste em ressignificar os espaços urbanos, principalmente as ruas de maneira a levar a poesia para as pessoas, já que acreditamos na arte enquanto vetor de transformação pessoal e social. ”

(Foto do instagram do projeto)

Por que vocês escolheram o nome Comum A 2? “Escolhemos Comum A 2, pois o projeto remete exatamente as coisas que são comuns a nós dois. Como indivíduos e como casal. A linguagem poética pra ele, a fotografia para mim (Carol) e é algo que levamos como nosso.”

Qual é a inspiração para cada poema? “Tanto para os poemas, quanto para as fotografias, a inspiração é diária, de acordo com o que estamos vivendo, nós, o país, enfim… O cotidiano inspira!”

Qual é a importância do projeto para vocês? E da poesia, de maneira geral, para a cidade? “Para nós tem toda importância do mundo! rs. É nosso hobby, nosso sonho (de ver e de participar) por um melhor, mais livre, artístico e automaticamente mais belo. Acreditamos na arte como instrumento de transformação do individuo e da cidade.”

Qual é a reação das pessoas? “No geral, muito boa!! Recebemos um feedback muito positivo e carinhoso. Isso nos estimula a continuar. Mas também tem o fator de que o belo e a poesia incomodarem alguns… Ficamos tristes quando vemos quando alguém tenta tasgar um lambe nosso colado na rua. Mas também temos plena consciência da efemeridade da arte nas ruas. É assim com graffite, diversas obras e com os nossos lambes não seria diferente… Mas resistimos! E continuaremos colando enquanto isso fizer sentido para nós e para cidade.”

Qual é a sensação quando vocês passam por um lambe que vocês colaram ou quando são chamados para mostrá-los em algum lugar? “Ah… eu (Carol) acho sensacional ! Principalmente os que são feitos pra mim. Brincadeira, rs. É muito lindo ver de longe as pessoas parando para ler ou quando fotografam e nos marcam em nossas redes sociais.

(Foto do instagram do projeto)
(Foto do instagram do projeto)

É gratificante sim ver que em meio ao automatismo em que vivemos, nessa loucura que é São Paulo, nosso objetivo de que as pessoas parem, leiam, respirem e reflitam no presente está tendo o objetivo alcançado. ”

Todo o trabalho que vocês têm compensa? “Acho que recompensa é a nossa sensação de dever cumprido. O sentimento de que estamos fazendo a nossa parte, mesmo que minimamente, mas trabalhando com o que acreditamos e que de alguma forma, estamos contribuindo para um mundo melhor, mais altruísta e belo.”
A Carol e o Thiago já lançaram três livros artesanais, chamados “7 Poemas Para Amolecer Pedras”, “O Bordado de Filomena” e “O Livro do Antes” que parecem ser lindíssimos! Caso alguém se interesse, é só entrar em contato com eles pelas redes sociais (que estarão aqui embaixo).

Espero que vocês se apaixonem por esse projeto tanto quanto nós!

Informações: Facebook, Instagram

Intervenções

Oi, gente!

Essa semana os professores apresentaram as eletivas do ano que vem na escola.

Apesar de eu não ter a menor ideia do que eu vou fazer (crises, crises e mais crises), tem uma proposta que tem tudo a ver com o nosso tema e eu achei que seria muito legal compartilhar aqui.

Basicamente (não sei de muuuitos detalhes), na eletiva de filosofia, os alunos podem escolher fazer, no terceiro bimestre, uma intervenção urbana na cidade, tendo que apresentar um vídeo sobre isso. São atitudes relativamente simples que mudam, mesmo que por um segundo, a rotina das pessoas.

Nesse link estão todos eles (não só esse ano, mas nos outros também). Apesar de todos serem incríveis (de verdade), eu escolhi alguns para colocar aqui (os dois primeiros são desse ano e o outro é do ano passado):

Espero que vocês gostem e assistam os outros!

Beijos,

Analu

Ninho de livros

Oi, gente!

Bom, fiquei muuuuito tempo sem postar nada por dois motivos: (1) bloqueio criativo imenso e (2) setembro não foi o mês mais fácil e agradável.

Enfim, estava eu na eletiva de geografia e o nosso professor disse que um dos nossos trabalhos do bimestre seria propor alguma coisa que pudesse mudar São Paulo, solucionando (ou pelo menos ajudando) algum problema que a cidade tivesse.

Não preciso nem falar que a primeira coisa que veio na cabeça foi intervenção urbana, né?

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(http://www.intrinseca.com.br/blog/2015/07/intrinseca-apoia-o-projeto-ninho-de-livro/)

Ainda não definimos muito bem o que nós vamos fazer, mas começamos algumas pesquisas e uma das integrantes do grupo, a Marina (desse blog), lembrou de uma intervenção que ela tinha visto há algum tempo e é a coisa mais bonitinha desse mundo.

“Parece uma daquelas casinhas de passarinho, mas é um ninho de livros que abre uma portinha de literatura para fazer a palavra voar”

O projeto é do Rio de Janeiro e chama Ninho de Livros. Ele tem como conceito “um espaço para que seus livros possam voltar a voar por aí”. Basicamente é um incentivo à troca de livros em espaços públicos. Desde janeiro desse ano foram colocadas casas de passarinho (super fofas) em lugares de grande circulação, aí as pessoas podem pegar um livro e doar outro.

IMG_0230
(http://vejario.abril.com.br/materia/gente/renata-tasca-e-a-criadora-do-ninho-de-livro/)

Em uma entrevista com o Catraca Livre, Renata Tasca, publicitária que coordena o projeto, afirmou: “A ideia foi inspirada em um projeto que conheci durante uma viagem de férias à França. Me deparei com uma caixa presa na janela de uma casa onde as pessoas poderiam deixar livros que não quisessem mais. Achei democrático e genial, já que muitas vezes não sabemos o que fazer com livros velhos”.

O projeto tem dado tão certo que em alguns ninhos já não tem mais espaço para os livros, fazendo com que as pessoas tenham que deixar as obras espalhadas ali por perto.

Para quem quiser saber mais, aqui tem a página do facebook.

Eu, particularmente, me apaixonei por esse projeto, e acho que esse incentivo é super importante para qualquer cidade. Inclusive, eu espero que logo ele venha para São Paulo!

Beijos,

Analu