As flores de São Paulo

“Há flores em todos os lugares para aqueles que querem vê-las”

Oii, gente!

Falei nesse post que nós tínhamos que fazer alguns posts obrigatórios esse bimestre, então esse é o segundo deles. A pergunta é: a relação com São Paulo mudou após os três dias de estudo do meio e do MNM como um todo?

A resposta para isso é muito simples, e tenho certeza que o blog mostra isso claramente.

Primeiro de tudo, queria explicar a frase que eu coloquei no começo do post. O primeiro post do blog inteiro foi feito por mim no dia 10 de março (aqui o link) e era sobre as minhas primeiras impressões e as expectativas que eu tinha para o projeto. A última frase desse post era essa que eu coloquei aqui, porque eu achei que não tinha um jeito melhor de começar o meu último post obrigatório e individual. Não vejo por que explicar a relação entre o que eu vou falar e a frase, vai estar beeeem evidente.

Tem um trecho da Ryane no nosso documentário que ilustra muito bem tudo que eu vou falar:

“Eu descreveria São Paulo como uma cidade que é dita fria, mas não é. Você tem que estar muito disposto para São Paulo, tem que ter disposição porque senão você vai ficar em casa e você vai reclamar da cidade, se você estiver disposto a conhecer… Digamos que São Paulo seja uma pessoa difícil, e bem difícil, dura, seca e não sorri. Mas conforme você vai conhecendo essa pessoa você percebe que ela sorri sim, que ela é um amor, que você quer dividir muitas mesas de bar com ela, que você quer sempre estar perto e quer passar tardes no parque com ela, quer ver o pôr do sol junto e quer ver o nascer do sol junto. Eu acho que São Paulo é isso pra mim, é uma cidade que parece um muro de concreto, mas e se esse muro tem um monte de poesia, um monte de gente colocando alguma coisa? Será que já não é diferente? Será que ela é de fato concreta ou a gente consegue derreter esse concreto, derreter esse gelo e fazer tudo ficar melhor e mais bonito?”

A cada dia a cidade cinza passava (e ainda passa) a ter um pouquinho mais de cor e, pouco a pouco, eu conseguia enxergar as flores que estavam escondidas ali, bem na minha frente. Eu cresci muito. Muito mesmo. Até maio, em SP só existia Moema, Jardins e Morumbi, SP só tinha trânsito e violência e era uma cidade absolutamente sem graça. E nossa! Eu não poderia estar mais errada. Nós saímos da nossa zona de conforto e fomos viver um pouco para romper essa visão totalmente estereotipada do que era a cidade e de como eram as pessoas daqui.

Não consigo nem imaginar a pessoa que eu era ano passado andando por lugares praticamente desconhecidos e passando dias inteiros se perdendo (e se encontrando). E, em 3 dias, as coisas já eram tão diferentes! No primeiro, todo mundo era mega sem jeito, sem saber onde se enfiar, tropeçando nas pessoas, atrapalhando a passagem, e por aí vai, mas no segundo todos tinham entendido um pouco melhor como a cidade funcionava. Acho que o Estudo do Meio foi só o começo. Passou a ser natural fazer tudo aquilo que eu não achava que faria (e nem tinha muita coragem de fazer): usar a bicicleta como meio de transporte, usar o transporte público, andar muito e ter que pedir orientações, porque com GPS não vale, né? Sim, eu sei, são coisas meio idiotas e pode parecer exagero, mas, pra alguém que só andava sozinha por Moema, foi um avanço gigante e já serviu para mudar radicalmente a minha visão de mundo. Aquela sensação de turista (ou ET) que eu tive no primeiro dia começou a ir embora, e o medo foi junto.

Não há dúvidas de que eu era completamente alienada em relação à cidade, e, mesmo ainda não estando completamente livre disso, acho que finalmente eu posso dizer, sem muita hesitação, que eu sou parte da cidade. Eu ainda tenho muita coisa (muita mesmo) para descobrir aqui, mas eu só tenho a agradecer por essa abertura para um olhar crítico e uma perspectiva de mudança dentro de mim.

E no final de tudo, o que eu tenho para dizer é que “uma flor nasceu na rua!”, ou melhor, nas ruas… ❤

Beijos,

Analu

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