Versos urbanos

Oii, gente!

É com muito orgulho que nós finalmente apresentamos o nosso documentário! Esperamos do fundo do coração que todos vocês gostem, ele foi feito com muuuuuito carinho! ❤

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Sobre as pessoas incríveis que o documentário nos trouxe

Oii, gente!

Então, só para dar uma contextualizada antes de começarmos a nos empolgar demais: esses dias nossos professores nos disseram que o nosso documentário tinha sido um dos escolhidos para passar na Mostra de Arte da escola. Obviamente nós ficamos super animadas! Quando saímos da escola, a primeira coisa que fizemos foi mandar uma mensagem para cada um dos entrevistados convidando-os para assistir ao documentário conosco, até porque, como os professores disseram que nós não podíamos divulgá-lo ainda, há vários meses não dávamos notícias sobre o andamento da situação.

Depois de contar todos os detalhes sobre o que aconteceria, a primeira a ver a mensagem foi a Gabi (se você não sabe quem é essa, dá uma olhada aqui). Ela respondeu no mesmo segundo tão empolgada quanto nós e foi um momento tão tão tão feliz!

Por N motivos aquele dia não tinha sido exatamente o melhor dia de todos, mas, de repente, tudo ficou um pouquinho mais agradável!

A segunda a responder foi a Ryane (post sobre ela aqui). Ela, infelizmente, não vai poder estar lá com a gente, porque ela vai estar dando aula bem nesse horário. A Camila (post sobre ela aqui) foi a terceira e também não poderá aparecer lá no dia, porque ela vai estar em uma exposição dos seus lindos produtos (dá uma conferida no Facebook ou no Instagram dela). Ficamos tristes com isso, já que estávamos ansiosas para vê-las novamente e mais ansiosas ainda para ver a reação delas ao nosso documentário.

Mas, mesmo assim, as mensagens que elas nos mandaram foram tão positivas quanto as da Gabi. Ficaram incrivelmente animadas quando souberam que nosso projeto tinha sido selecionado e fizeram questão de mandar parabéns e mostrar a vontade delas de ver o documentário junto com a gente. Estamos até pensando em fazer uma sessão pipoca em algum lugar para concretizar isso. Vai ser um momento lindo, tanto para nós quanto para elas. Não conseguimos pensar em um fechamento melhor para esse projeto do que esse.

O ponto é: ver essa empolgação toda vinda dela fez com que nós nos lembrássemos do quão incrível foi conhecer as pessoas que a gente conheceu e fazer tudo o que nós fizemos. Deu para lembrar a sensação boa que era obter uma resposta de um dos entrevistados pela primeira vez, sempre elogiando e achando incrível que pessoas de 16 anos já estivessem fazendo documentários e tratando de temas como as intervenções.

Acho que deu pra ver de novo o que tinha feito com que nós ficássemos tão felizes com todo esse projeto! E, mais do que isso, deu pra enxergar que tudo valeu a pena. Os longos dias editando, fazendo posts, pesquisando, tendo ideias… tudo!

É um sentimento de gratidão enorme e que só aumenta graças a essas pessoas incríveis que fizeram isso tudo possível.

Das quarta-feiras mais tristes

Oi gente,

Viemos, com muito pesar, contar uma história muito triste, decepcionante e revoltante aqui.

Lembram do nosso Argumento? A gente filmou ele numa ruazinha aqui na Araguari, na rua do meu prédio e na rua da nossa escola. É um terreno vazio, cercado de um muro, tipo um tatume, que, um dia, foi um cinza, meio bege, muito triste. Mas pessoas lindas se juntaram e coloriram esse espaço, com grafitti, pichação e poesia. Só que, infelizmente, nem tudo foi lindo por tanto tempo…

Eu, Rafa, estava voltando para casa depois da aula e vi de relance um muro, que costumava ser colorido e cheio de vida, cinza. Não acreditei. Parei e olhei uma segunda vez. E uma terceira. Estava tudo cinza, mesmo. Entrei em crise completa. Liguei para a Ana, já que os trabalhadores ainda estavam lá, acabando de tirar vida daqueles muros. Ela me encontrou lá alguns minutos depois e, meio a um momento transbordado de raiva e desespero, fomos falar com um dos homens que supervisionava o trabalho.

A primeira pergunta foi até aonde eles iam pintar e ele disse que ia preservar apenas os graffitis do muro. Simpático, não? Eles selecionam o que forma de expressão e o que não é. Perguntamos, obviamente, o motivo daquilo e ele disse que estava sob ordens da prefeitura para pintar por cima de tudo. Ele se justificou simplesmente por ser seu trabalho e precisar mantê-lo. Não acho que ele esteja errado, não havia nada que ele pudesse fazer que fosse mudar aquela situação. Ele não parecia muito convicto de apagar aquilo ou achar que era algo feio e, inclusive, como para tentar nos reconfortar (já adianto que ele não conseguiu), ele disse: “não se preocupem, já já picham tudo de novo”. Claro, agora ficamos tranquilas. Porque o trabalho de quem estava lá nem foi por água abaixo. E também porque é divertido simplesmente gastar tinta e dinheiro com algo que é assumido ser sem propósito.

O problema em si está na prefeitura. Sim, sabemos que não foi nosso atual prefeito que inaugurou essa lei, mas a partir do momento em que ele libera uma das maiores avenidas de São Paulo, a 23 de Maio, para ser graffitada completamente, continuar apagando arte do mesmo gênero, se torna completa hipocrisia. Porque, sim, pichação e grafitti são do mesmo pacote. É tudo forma de expressão, livre e espontânea, até porque uma curadoria do que é bonito ou não, do que é civilizado ou não, do que é aceitável ou não acaba com toda a essência da arte de rua.

Parece sempre tão distante, vendo isso tudo em documentários, como o Cidade Cinza, ou ouvindo histórias, ou falando sobre o assunto, mas quando isso acontece em um lugar que frequentamos, que passamos todos os dias e que desenvolvemos um carinho por, isso se torna tão mais real, toma uma proporção que vocês nem imaginam.

Estou me sentindo tão mal, como se uma faca tivesse arrancado meu peito fora, como se um pequeno mundinho tivesse desabado… Não sei nem dizer. Tô até tremendo e a Ana também.

Deixo nossa revolta para que ela se torne de vocês, do coletivo como um todo. Postamos um vídeo no nosso Instagram disso. Que o sentimento seja compartilhado.

Analu e Rafa

Sobre as entrevistas

Oiii, gente!

Nossa ideia era ter feito esse post há um tempo, mas por vários motivos isso não foi possível. Mas antes tarde do que nunca, né?

Estamos na reta final do nosso trabalho aqui e, ao mesmo tempo, felizes e tristes com isso. Felizes por completar um trabalho que fizemos com tanto carinho e dedicação e ansiosas para ver o resultado final disso. E tristes simplesmente pelo fato de nos aproximarmos do fim desse processo que abriu portas e janelas tão lindas para nós, com relação à nossa cidade e, também, à descoberta de nós mesmas.

Viemos contar um pouquinho das entrevistas que já fizemos até agora: com a Gabriela Saueia (Depois das Seis), Camila Lordelo (Eu Líricas) e Ryane Leão (Onde Jazz Meu Coração)!

23/06/15

As aulas já tinham acabado, mas era dia de pegar provas e ir para o Vitrine (tipo um show de talentos que os alunos montam lá na Móbile), então fomos até a escola. Combinamos de encontrar a Gabi na hora do almoço para podermos conversar um pouco antes da entrevista. Comemos juntas ali em Moema e conversamos por todo o almoço, o que foi ótimo para acalmar os nossos nervos e os dela também. Foi super divertido, ela é uma pessoa incrivelmente fofa!

Saímos do restaurante e fomos filmando a Gabi colando os lambes (lindos) dela pelo caminho até o Parque do Ibirapuera.

Andamos um pouco pelo parque até achar o lugar perfeito: uma árvore florida na frente do lago com vista pro céu (que infelizmente estava fechado). Um lugar tão perfeitinho. Modéstia à parte, as imagens ficaram lindinhas demais! A entrevista durou quase uma hora.

Como já era mais ou menos 17:30 o sol estava se pondo e a Gabi foi tirar a foto, que acabou sendo uma mistura da árvore com o lago e o céu. Ela deu uma polaroid lindinha para cada uma de nós e nos despedimos.

Foi uma ótima primeira experiência e nos deixou mais preparadas para a continuação do trabalho da melhor forma possível. Por isso, ficamos muuuuito felizes com os resultados e cada vez mais animadas com o produto final.


E você, já olhou para o céu hoje? 🙂

24/07/15

Era para termos feito várias outras entrevistas nessa semana, mas os entrevistados acabaram tendo vários compromissos, então foi só com a Camila. Ficamos meio (muito) em crise com o fato das coisas terem dado “errado”. Do tipo, “Deus, por quêeeee?”. Mas passou e, felizmente, deu tudo certo.

Fomos de manhã para a Pracinha da Oscar Freire (um lugar super lindinho com um mural de giz fofo) para encontrá-la.

Fizemos a entrevista, que foi a coisa mais fofa do mundo. Literalmente tudo que ela fala é poesia!! Depois saímos para filmá-la colando alguns lambes na Augusta. Nesse caminho, um menino que estava vendendo balas chamado Samuel, que devia ter uns 8 anos, se interessou pelos lambes e começou a falar com a Camila. Acho que o que mais nos surpreendeu foi que quando a Camila contou que ela estava colando poemas e fazendo arte, ele disse que não sabia o que era isso. Ela explicou tudo para ele e leu alguns dos seus poemas em voz alta. Ele ficou tão empolgado que até colou um dos lambes. Foi muito bonitinho, ficamos todas muito tocadas.

(Alguns dias depois, encontramos a Camila no Jardim Secreto no MIS e compramos coisinhas fofíssimas que ela vende com a poesia dela)


  

08/08/15

Era para nós termos entrevistado a Ryane na mesma semana que a Camila, mas como dissemos, ela teve que cancelar.

Remarcamos para o mesmo dia do Jardim Secreto, logo depois da Feira de Profissões da USP. Foi um dia um pouco cheio, como vocês podem imaginar. Encontramos a Ryane na Casa das Rosas (pela qual somos completamente apaixonadas, ainda mais considerando que o dia estava lindo e as flores mais ainda).

Fizemos a entrevista (que ficou muuuuito fofa, assim como todas as outras) num cantinho com vista para o jardim e para a rua, ao mesmo tempo. Foi muito legal ficar atrás da câmera e ver a reação e a curiosidade das pessoas em relação ao que estávamos fazendo por ali. Depois, andamos um pouco pela Paulista para colar alguns lambes. É muito divertido fazer isso em um lugar que acopla tanta arte, como a Paulista. Pessoas de todos os tipos (inclusive uma senhora muito meiga, achamos que ela fosse reclamar mas ela disse que gostou muito) parando seus dias e rotinas para apreciar a poesia que estava sendo exposta ali. É exatamente esse o propósito do nosso trabalho, não é? ❤

No final, a Ryane nos deu uns 15 lambes (um mais lindo que o outro).  E aqueles que não guardamos para colocar em nossas paredes foram para o nosso mural na escola!



Agora temos apenas mais uma entrevista para fazer, com o Eduardo Srur. Estamos cada vez mais animadas com o que tudo isso vai virar é muito muito muito ansiosas para mostrar pra vocês!! 💛

Com muito amor,

Analu, Rafa e Sofi

Making of – argumento

Oi!!

Postamos nosso argumento (aqui) há alguns dias e como essa semana foi um pouco menos corrida por causa do começo das férias (aleluia), resolvemos fazer um making of. Ficou meio grandinho, mas como já tínhamos cortado tudo o que dava, preferimos deixar assim mesmo.

Esperamos que vocês gostem e riam tanto quanto nós!! 🙂 ❤

PS.: eu, Analu, fiquei morrendo de vergonha percebendo o quanto eu sou dramática

Argumento

Oi, gente! Vocês devem ter visto pelo instagram que temos feito algumas filmagens, então vamos explicar um pouquinho do que se trata: precisávamos criar um argumento para o nosso documentário, ou seja, apresentar justificativas para a relevância do tema que escolhemos. Uma tentativa (bastante difícil) de se colocar em 3 minutos uma prévia do nosso documentário, o que é quase como um trailer de cinema. Fizemos filmagens pelas ruas e também montamos esse cenário incrível, que agora está sendo reutilizado para montar aquele mural. sobre o qual falamos nesse post. Nos sentimos muito mais próximas do produto final desse projeto e, também, do nosso tema ao fazer esse vídeo. Foi muito (muito mesmo) divertido! Colocamos todo o nosso carinho e amor nessa pequena amostra do nosso trabalho. Esperamos muito que vocês gostem <3.

O motivo disso tudo…

Sinceramente, até agora o mais difícil do trabalho foi escolher o tema do nosso documentário.

Isso é até engraçado, porque o fato de podermos escolher livremente qualquer coisa que nos interesse, ao invés de a Escola nos limitar a algo quadradinho e acadêmico, fez com que, de forma quase inconsciente, tentássemos escolher aquilo que pensamos ser “o que os professores querem ver”, ou seja, de forma confusa, exatamente o oposto do que propuseram!

Passamos pelas ideias mais diversas, como educação, a vida noturna em São Paulo, intervenções urbanas como o grafite, até que, depois de muitas tentativas falhas de obter algo criativo e original e muitas (muitas mesmo) ideias rejeitadas, não encontramos outro jeito que não fosse pedir ajuda para nossa professora, Teresa. A primeira coisa que ela nos disse foi: “o que vocês gostam?”, e, apesar da dificuldade de responder diretamente essa pergunta, achamos que foi ai que realmente nos tocamos do quanto esse projeto era nosso. Totalmente e somente nosso. Ela não iria nos dar um tema prontinho, tudo dependia somente de nós.

Refletindo sobre aquela questão, acabamos tendo uma ideia que seria, de fato, nossa! Desde o início, queríamos tratar sobre algo que tivesse um efeito humanizador na metrópole, ou seja, algo que a tirasse da condição de anônima e cinza. Um dia, passeando pela rua, uma de nós viu uma daquelas frases que alguém escreve em postes, muros, ou até no chão, e te colocam pra pensar na vida, nem que seja por apenas um minuto. Aquilo é humano, e aquilo torna os anônimos caminhando apressados pela cidade, também, humanos. O problema era: quem é esse alguém? Como faríamos um documentário sobre algo que não era assinado e não tinha nenhum autor óbvio para entrevistar? Desanimamos e quase desistimos mais uma vez do tema.

E é aí que entra uma mulher chamada Camila Lordelo. Essa paulistana tem um projeto incrível e trabalha escrevendo, imprimindo e espalhando versos tocantes por toda a cidade. Decidimos falar com ela e, para nossa incrível surpresa, ela aceitou participar do nosso projeto, topou a entrevista e tudo, e ficou super entusiasmada com nossa ideia! “Fico feliz e grata de ver mais gente abrindo espaço para a poética, para a sensibilidade, para a comoção na cidade grande. Há tanta beleza espalhada por aí! Quanto mais gente puder ajudar as pessoas a enxergarem, melhor.” Ler isso de alguém totalmente de fora do projeto e da escola é incrivelmente gratificante e o sentimento que isso nos trouxe foi indescritível. Estamos cada dia mais entusiasmadas e ansiosas com o projeto, se é que isso é possível.

PS.: Nos foi dito nos comentários que o tema em si não tinha ficado claro, então queríamos explicar que o tema central é a humanização de São Paulo, mas restringimos esse tema tão amplo a apenas uma pessoa, a Camila, para torná-lo mais pessoal.