Fui Feliz Aqui (e muito!)

Oi gente! Primeiro de tudo, queria pedir desculpas pela falta de posts, estivemos tentando dar uma organizada em questões mais práticas do trabalho (muuuitas coisas legais vindo).

Mencionamos nesse post um projeto incrível chamado “Fui Feliz Aqui”, então resolvemos aprofundar um pouco mais nisso! Fizemos algumas perguntas para o criador do projeto (que foi suuuper fofo) para que vocês pudessem conhecer um pouquinho mais sobre ele. Para quem ainda não sabe, ele manda adesivos com a frase “fui feliz aqui” para o Brasil inteiro (de graça) para que as pessoas possam colá-los no lugar que quiserem, seja em casa ou nas ruas.

Fernando Stefano Kozenieski tem 34 anos, é gaúcho e mora em Porto Alegre/RS. É Designer de formação, com Especialização em Marketing e Mestrado em Design Estratégico, sendo atualmente sócio de um estúdio de ilustração e animação chamado ALOPRA ESTÚDIO. Na Alopra ele atua como Executivo de Negócios, trabalhando diretamente com a venda dos produtos do estúdio e geração de novos negócios.

“Sou adorador de trabalhos artísticos, intervenções urbanas e atitudes que possam fazer a diferença (por menor que seja) na vida de alguém”

Como surgiu a ideia para o projeto? “A ideia surgiu em Março de 2014, mas foi colocada em prática só em Outubro de 2014. Tudo começou quando eu percebi que as pessoas estavam reclamando muito de tudo. E muitas ações estavam surgindo para alertar as pessoas dos perigos das ruas. Por exemplo: Lugares onde as pessoas foram assaltadas, lugares perigosos para passar, locais com foco de doença, etc…  ou seja, “tudo” estava sendo pautado através de alertas de perigo. Não que eu não ache que devam existir essas ações como essas, mas não podemos pautar as nossas vidas através de “coisas ruins”. Então resolvi fazer algo para tentar modificar um pouco as coisas.”

Por que você faz isso? “O adesivo é um meio para transmitir uma ideia. A ideia é maior. Poder apresentar possibilidades, de lugares, momentos, pessoas, para ser feliz. Simples assim. Simples como um sorriso, um ‘oi’, ou até mesmo um cafuné.”

Quantos adesivos você manda por semana mais ou menos? “Um monte! Hehehehe Acredito que entre 40 e 50 adesivos são enviados por semana, para todos os cantos do país.”

Por que a frase “Fui feliz aqui”? “A felicidade é um estado. Um momento. Nós que decidimos o tempo que esse estado vai ter. O presente não existe. Nós vivemos o passado e projetamos o futuro. Então se EU fui feliz em algum lugar, alguém poderá ser também.”

O que você busca com essas palavras? Criar novas possibilidades para outras pessoas que muitas vezes nem conhecemos. Esse é meu maior estímulo. Isso que busco.

Você nunca buscou nenhum lucro com o projeto? “O projeto foi criado sem pensar em lucro. O lucro é sempre uma consequência. Se fizermos algo, a não ser uma empresa, e já pensar em lucro, podemos nos frustrar muito fácil. Uma ideia pode ser lucrativa? Claro. Mas qual é esse ganho? Qual o real ganho? Dinheiro ou satisfação? Grana na conta, ou modificar a vida de alguém?”

Qual sua intenção ao mandar os adesivos de graça? “É a forma que encontrei de difundir a ideia. A felicidade não tem preço. A gente pode comprar tudo, menos felicidade. A gente compra satisfação (uma roupa, um carro, uma comida, etc…) mas a felicidade não. Felicidade é o lucro!”

Os gastos compensam? “Não vejo como gasto. Eu vejo como um investimento. Quando a gente investe em algo (seja numa nova amizade, num amor, na bolsa de valores…) se espera algum retorno. Quando se gasta, não. Então, respondendo essas perguntas, pra mim é uma forma de recompensa. Fico muito feliz em poder ajudar, e de alguma forma, colocar “mais um tijolinho” na mudança de modelo mental das pessoas. O problema do mundo é global, mas a solução é local. Começa em cada um de nós.”

Qual é o efeito que o seu trabalho tem nas cidades e nas pessoas? “O efeito? Olha, isso teria que perguntar para as pessoas mesmo. Ou até mesmo você poderia fazer um relato. O que você sentiu quando conheceu o projeto? Ou mesmo, o que sentiu quando viu os adesivos? Mas o que eu sinto é uma sensação de felicidade. Eu imagino que quando a pessoa lê o adesivo, ela sorri. Agora nas cidades…. não sei. Mas gostaria que fosse tudo mais facilitado, e que as pessoas que fazem essa cidade, soubessem aproveitar as facilidades retribuindo algo para a mesma.”

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Rua Tuim.
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Avenida Jacutinga.

Quisemos colocar essa pergunta por último porque fizemos questão de responder as perguntas que o Fernando nos fez.

Ainda não tínhamos mencionado aqui, mas nós participamos efetivamente do projeto, isto é, saímos colando alguns adesivos por Moema, então cada uma escreveu um pouquinho sobre isso:

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Rua Inhambu.

(Ana) A primeira vez que eu vi o projeto foi quando eu estava pesquisando para fazer esse post. Estava no meio de uma total crise, mas ver as fotos do instagram dele me fez abrir um sorriso tão grande que eu não resisti em entrar em contato. Mandei uma mensagem para o Fernando por facebook para pedir alguns adesivos, mas acabei me interessando tanto que contei sobre o Móbile na Metrópole e ele topou responder algumas perguntas. Esqueci de mandar, é claro, até o dia que os adesivos chegaram na minha casa. Lembro direitinho da hora que eu vi a carta, não tinha sido um dia exatamente bom, mas ver aquilo me deixou absurdamente feliz, abri um sorriso ainda maior do que o primeiro, mandei um áudio para o grupo gritando (é, eu grito um pouco). Fiquei ansiosa para sair colando logo de cara, mas acabou ficando para ontem (dia 29). Juro que foi uma sensação indescritível. Nós falamos muito sobre intervenções urbanas e essas coisas, só que realmente participar de algo assim foi, no mínimo, incrível, a relação com o espaço foi completamente nova. Passar na frente dos adesivos que nós colamos me faz sentir tão feliz que eu me pego olhando para aquilo com um sorrisinho bobo na cara!

(Rafa) Não vou conseguir colocar em boas palavras o que foi colar esses adesivos por ai, nem aqui nem na China. Uma coisa é falar sobre intervenções urbanas e admirá-las, outra totalmente diferente é fazê-las. Conheci esse projeto pela Ana, mas não tinha percebido o quanto ele era tocante e incrível. Foi só ao sentir esse turbilhão de emoções que eu entendi, de fato, tudo isso. Me senti tão viva e tão… intensa. Nunca me senti tão feliz e a vontade com o meu entorno e com a minha participação na cidade: eu realizei uma intervenção urbana e eu fui uma. As pessoas que passavam paravam e saiam de seus horários apertados para ver o que estávamos fazendo. Fizemos com que elas reparassem em postes que eram cinzas e tristes e eu acredito, mesmo, que o que fizemos e o que o Fernando faz sempre, pode, de verdade, fazer alguém ser (muito) feliz ali. Em um milésimo de segundo compreendi o por quê do Fernando, da Camila, da Gabriela fazerem tudo isso, com tanto amor, dedicando tempo, trabalho e vendo isso como um investimento. É por isso que eu queria agradecer a você, Fernando, por ter nos proporcionado momentos de felicidade tão intensa e por permitir que qualquer um possa sentir isso por ai. Parabéns por ter criado um projeto tão tocante de uma forma tão simples e natural. Esse foi um dos momentos que entrou na minha listinha dos por quês de eu amar tanto assim nosso tema e nosso projeto.

A gente fez um videozinho colando!

Algumas informações: Instagram, Facebook