Versos urbanos

Oii, gente!

É com muito orgulho que nós finalmente apresentamos o nosso documentário! Esperamos do fundo do coração que todos vocês gostem, ele foi feito com muuuuuito carinho! ❤

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Swarm the World

Oii, gente!

Depois de falar aqui sobre algumas intervenções um pouco diferentes, como o Yarn Bombing, eu pesquisei um pouquinho e encontrei uma outra muito legal.

Tasha Lewis, uma norte-americana, idealizou um projeto internacional de intervenção urbana chamado “Swarm the World”. Este consistiu em decorar países ao redor do mundo com borboletas azuis (que são super fofas).

No ano passado, Lewis buscou colaboradores para que mantivessem 400 borboletas em suas cidades e, depois de algumas semanas, enviassem-nas para o próximo participante. A ideia era até que simples, foram feitas 4000 borboletas magnéticas e estas foram divididas em 10 grupos de 400. No final, 100 pessoas, grupos e organizações participaram e conseguiram espalhar beleza em lugares públicos.

Tudo surgiu quando ela colocou 100 borboletas em uma moldura de maneira caótica. Sua intenção era subverter o formato tradicional que era proposto nos museus, mas não conseguiu mudar o fato de que as borboletas continuavam atrás do vidro.

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Quando se formou, em julho de 2012, ela teve a ideia de “libertar” as borboletas colocando um ímã em cada. Depois de terminar, começou a colocá-las por sua cidade, Indianápolis.

“My aim was for the butterflies to alite and therefore transform various metal objects and surfaces in the urban public sphere. In so doing they bring a kind of natural beauty, albeit an ephemeral one, into mundane and overlooked city spaces.”

Depois de viajar algumas vezes levando consigo as borboletas, Lewis percebeu que o projeto poderia ser ampliado com viagens, mas, como não poderia estar sempre viajando o mundo, mandar para grupos de outros lugares foi uma solução muito boa.

Se vocês quiserem ver mais fotos, é só pesquisar no Instagram a hashtag “swarmtheworld” que vão aparecer várias fotos incríveis!

Espero que vocês tenham se interessado tanto quanto eu! Vou deixar aqui o link do site da Tasha Lewis que tem ainda mais informações.

Beijos,

Analu

Comum A Dois

Oii, gente!

(Foto do instagram do projeto)

Há alguns (muitos) meses nós mencionamos um projeto incrível chamado Comum A Dois (se você não viu o post, está aqui). Nossa ideia original era entrevistá-los para o nosso documentário (que, por sinal, postaremos aqui muito em
breve), mas isso não foi possível porque eles estavam mega ocupados nesses últimos meses e acabaram ficando sem tempo de fazer a entrevista. Mesmo assim, decidimos fazer uma pequena entrevista por e-mail para poder conhecer um pouquinho mais sobre eles!

O projeto foi criado por Thiago Domingues e Carolina Sab. Ele tem 28 anos e é natural de São Bernardo do Campo. Formado em Psicologia, desde 2011 escreve poesia e alguns contos autorais. Ela tem 30 anos e também é de São Bernardo do Campo. Apesar de ser formada em Jornalismo, trabalha com produção de eventos e tem a fotografia como hobby. O Comum A 2 já esteve em eventos como a Festa Literária Internacional de Paraty, o Festival de Cultura e Arte do Grande ABC e o Ugra Zine Fest no CCSP.

Como surgiu a ideia para o projeto? “Pensamos na criação de um projeto que unisse as principais referências de cada um e que fosse comum a nós dois, enquanto casal. Assim, pegamos alguns poemas do Thiago e transformamos em lambe-lambe e passamos a colar pela cidade de São Bernardo em locais ‘inusitados’ e que favorecessem boas fotos para a Carol. Nosso objetivo maior consiste em ressignificar os espaços urbanos, principalmente as ruas de maneira a levar a poesia para as pessoas, já que acreditamos na arte enquanto vetor de transformação pessoal e social. ”

(Foto do instagram do projeto)

Por que vocês escolheram o nome Comum A 2? “Escolhemos Comum A 2, pois o projeto remete exatamente as coisas que são comuns a nós dois. Como indivíduos e como casal. A linguagem poética pra ele, a fotografia para mim (Carol) e é algo que levamos como nosso.”

Qual é a inspiração para cada poema? “Tanto para os poemas, quanto para as fotografias, a inspiração é diária, de acordo com o que estamos vivendo, nós, o país, enfim… O cotidiano inspira!”

Qual é a importância do projeto para vocês? E da poesia, de maneira geral, para a cidade? “Para nós tem toda importância do mundo! rs. É nosso hobby, nosso sonho (de ver e de participar) por um melhor, mais livre, artístico e automaticamente mais belo. Acreditamos na arte como instrumento de transformação do individuo e da cidade.”

Qual é a reação das pessoas? “No geral, muito boa!! Recebemos um feedback muito positivo e carinhoso. Isso nos estimula a continuar. Mas também tem o fator de que o belo e a poesia incomodarem alguns… Ficamos tristes quando vemos quando alguém tenta tasgar um lambe nosso colado na rua. Mas também temos plena consciência da efemeridade da arte nas ruas. É assim com graffite, diversas obras e com os nossos lambes não seria diferente… Mas resistimos! E continuaremos colando enquanto isso fizer sentido para nós e para cidade.”

Qual é a sensação quando vocês passam por um lambe que vocês colaram ou quando são chamados para mostrá-los em algum lugar? “Ah… eu (Carol) acho sensacional ! Principalmente os que são feitos pra mim. Brincadeira, rs. É muito lindo ver de longe as pessoas parando para ler ou quando fotografam e nos marcam em nossas redes sociais.

(Foto do instagram do projeto)
(Foto do instagram do projeto)

É gratificante sim ver que em meio ao automatismo em que vivemos, nessa loucura que é São Paulo, nosso objetivo de que as pessoas parem, leiam, respirem e reflitam no presente está tendo o objetivo alcançado. ”

Todo o trabalho que vocês têm compensa? “Acho que recompensa é a nossa sensação de dever cumprido. O sentimento de que estamos fazendo a nossa parte, mesmo que minimamente, mas trabalhando com o que acreditamos e que de alguma forma, estamos contribuindo para um mundo melhor, mais altruísta e belo.”
A Carol e o Thiago já lançaram três livros artesanais, chamados “7 Poemas Para Amolecer Pedras”, “O Bordado de Filomena” e “O Livro do Antes” que parecem ser lindíssimos! Caso alguém se interesse, é só entrar em contato com eles pelas redes sociais (que estarão aqui embaixo).

Espero que vocês se apaixonem por esse projeto tanto quanto nós!

Informações: Facebook, Instagram

Intervenções

Oi, gente!

Essa semana os professores apresentaram as eletivas do ano que vem na escola.

Apesar de eu não ter a menor ideia do que eu vou fazer (crises, crises e mais crises), tem uma proposta que tem tudo a ver com o nosso tema e eu achei que seria muito legal compartilhar aqui.

Basicamente (não sei de muuuitos detalhes), na eletiva de filosofia, os alunos podem escolher fazer, no terceiro bimestre, uma intervenção urbana na cidade, tendo que apresentar um vídeo sobre isso. São atitudes relativamente simples que mudam, mesmo que por um segundo, a rotina das pessoas.

Nesse link estão todos eles (não só esse ano, mas nos outros também). Apesar de todos serem incríveis (de verdade), eu escolhi alguns para colocar aqui (os dois primeiros são desse ano e o outro é do ano passado):

Espero que vocês gostem e assistam os outros!

Beijos,

Analu

Ninho de livros

Oi, gente!

Bom, fiquei muuuuito tempo sem postar nada por dois motivos: (1) bloqueio criativo imenso e (2) setembro não foi o mês mais fácil e agradável.

Enfim, estava eu na eletiva de geografia e o nosso professor disse que um dos nossos trabalhos do bimestre seria propor alguma coisa que pudesse mudar São Paulo, solucionando (ou pelo menos ajudando) algum problema que a cidade tivesse.

Não preciso nem falar que a primeira coisa que veio na cabeça foi intervenção urbana, né?

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(http://www.intrinseca.com.br/blog/2015/07/intrinseca-apoia-o-projeto-ninho-de-livro/)

Ainda não definimos muito bem o que nós vamos fazer, mas começamos algumas pesquisas e uma das integrantes do grupo, a Marina (desse blog), lembrou de uma intervenção que ela tinha visto há algum tempo e é a coisa mais bonitinha desse mundo.

“Parece uma daquelas casinhas de passarinho, mas é um ninho de livros que abre uma portinha de literatura para fazer a palavra voar”

O projeto é do Rio de Janeiro e chama Ninho de Livros. Ele tem como conceito “um espaço para que seus livros possam voltar a voar por aí”. Basicamente é um incentivo à troca de livros em espaços públicos. Desde janeiro desse ano foram colocadas casas de passarinho (super fofas) em lugares de grande circulação, aí as pessoas podem pegar um livro e doar outro.

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(http://vejario.abril.com.br/materia/gente/renata-tasca-e-a-criadora-do-ninho-de-livro/)

Em uma entrevista com o Catraca Livre, Renata Tasca, publicitária que coordena o projeto, afirmou: “A ideia foi inspirada em um projeto que conheci durante uma viagem de férias à França. Me deparei com uma caixa presa na janela de uma casa onde as pessoas poderiam deixar livros que não quisessem mais. Achei democrático e genial, já que muitas vezes não sabemos o que fazer com livros velhos”.

O projeto tem dado tão certo que em alguns ninhos já não tem mais espaço para os livros, fazendo com que as pessoas tenham que deixar as obras espalhadas ali por perto.

Para quem quiser saber mais, aqui tem a página do facebook.

Eu, particularmente, me apaixonei por esse projeto, e acho que esse incentivo é super importante para qualquer cidade. Inclusive, eu espero que logo ele venha para São Paulo!

Beijos,

Analu

Exposição: Depois das Seis

Oii, gente!

Depois de ter ficado um tempão sem postar nada aqui viemos falar de uma exposição que tem tudo para ser incrível!

Se você acompanha o blog já deve saber o que é o projeto Depois das Seis (se não é o seu caso, clique aqui). Como você já deve ter percebido, o projeto é a coisa mais linda desse mundo!

O fato é: a Gabi (dona do projeto) vai fazer uma exposição com polaroids originais, lambes e quadros com pôr-do-sol de São Paulo e alguns outros lugares. Acredito que não vá ser muito grande, mas certamente será tudo muito lindo. A abertura vai acontecer amanhã e, logo que der, nós (com toda certeza do mundo) iremos!

Aqui tem o link para o evento no facebook.

(https://instagram.com/depoisdasseis/)

Informações

Local: PhD Galeria (Pç. Dom José Gaspar, 106 – 2º andar)

Data: 04/09 a 02/10

Entrada: gratuita

Analu e Rafa

Sobre as entrevistas

Oiii, gente!

Nossa ideia era ter feito esse post há um tempo, mas por vários motivos isso não foi possível. Mas antes tarde do que nunca, né?

Estamos na reta final do nosso trabalho aqui e, ao mesmo tempo, felizes e tristes com isso. Felizes por completar um trabalho que fizemos com tanto carinho e dedicação e ansiosas para ver o resultado final disso. E tristes simplesmente pelo fato de nos aproximarmos do fim desse processo que abriu portas e janelas tão lindas para nós, com relação à nossa cidade e, também, à descoberta de nós mesmas.

Viemos contar um pouquinho das entrevistas que já fizemos até agora: com a Gabriela Saueia (Depois das Seis), Camila Lordelo (Eu Líricas) e Ryane Leão (Onde Jazz Meu Coração)!

23/06/15

As aulas já tinham acabado, mas era dia de pegar provas e ir para o Vitrine (tipo um show de talentos que os alunos montam lá na Móbile), então fomos até a escola. Combinamos de encontrar a Gabi na hora do almoço para podermos conversar um pouco antes da entrevista. Comemos juntas ali em Moema e conversamos por todo o almoço, o que foi ótimo para acalmar os nossos nervos e os dela também. Foi super divertido, ela é uma pessoa incrivelmente fofa!

Saímos do restaurante e fomos filmando a Gabi colando os lambes (lindos) dela pelo caminho até o Parque do Ibirapuera.

Andamos um pouco pelo parque até achar o lugar perfeito: uma árvore florida na frente do lago com vista pro céu (que infelizmente estava fechado). Um lugar tão perfeitinho. Modéstia à parte, as imagens ficaram lindinhas demais! A entrevista durou quase uma hora.

Como já era mais ou menos 17:30 o sol estava se pondo e a Gabi foi tirar a foto, que acabou sendo uma mistura da árvore com o lago e o céu. Ela deu uma polaroid lindinha para cada uma de nós e nos despedimos.

Foi uma ótima primeira experiência e nos deixou mais preparadas para a continuação do trabalho da melhor forma possível. Por isso, ficamos muuuuito felizes com os resultados e cada vez mais animadas com o produto final.


E você, já olhou para o céu hoje? 🙂

24/07/15

Era para termos feito várias outras entrevistas nessa semana, mas os entrevistados acabaram tendo vários compromissos, então foi só com a Camila. Ficamos meio (muito) em crise com o fato das coisas terem dado “errado”. Do tipo, “Deus, por quêeeee?”. Mas passou e, felizmente, deu tudo certo.

Fomos de manhã para a Pracinha da Oscar Freire (um lugar super lindinho com um mural de giz fofo) para encontrá-la.

Fizemos a entrevista, que foi a coisa mais fofa do mundo. Literalmente tudo que ela fala é poesia!! Depois saímos para filmá-la colando alguns lambes na Augusta. Nesse caminho, um menino que estava vendendo balas chamado Samuel, que devia ter uns 8 anos, se interessou pelos lambes e começou a falar com a Camila. Acho que o que mais nos surpreendeu foi que quando a Camila contou que ela estava colando poemas e fazendo arte, ele disse que não sabia o que era isso. Ela explicou tudo para ele e leu alguns dos seus poemas em voz alta. Ele ficou tão empolgado que até colou um dos lambes. Foi muito bonitinho, ficamos todas muito tocadas.

(Alguns dias depois, encontramos a Camila no Jardim Secreto no MIS e compramos coisinhas fofíssimas que ela vende com a poesia dela)


  

08/08/15

Era para nós termos entrevistado a Ryane na mesma semana que a Camila, mas como dissemos, ela teve que cancelar.

Remarcamos para o mesmo dia do Jardim Secreto, logo depois da Feira de Profissões da USP. Foi um dia um pouco cheio, como vocês podem imaginar. Encontramos a Ryane na Casa das Rosas (pela qual somos completamente apaixonadas, ainda mais considerando que o dia estava lindo e as flores mais ainda).

Fizemos a entrevista (que ficou muuuuito fofa, assim como todas as outras) num cantinho com vista para o jardim e para a rua, ao mesmo tempo. Foi muito legal ficar atrás da câmera e ver a reação e a curiosidade das pessoas em relação ao que estávamos fazendo por ali. Depois, andamos um pouco pela Paulista para colar alguns lambes. É muito divertido fazer isso em um lugar que acopla tanta arte, como a Paulista. Pessoas de todos os tipos (inclusive uma senhora muito meiga, achamos que ela fosse reclamar mas ela disse que gostou muito) parando seus dias e rotinas para apreciar a poesia que estava sendo exposta ali. É exatamente esse o propósito do nosso trabalho, não é? ❤

No final, a Ryane nos deu uns 15 lambes (um mais lindo que o outro).  E aqueles que não guardamos para colocar em nossas paredes foram para o nosso mural na escola!



Agora temos apenas mais uma entrevista para fazer, com o Eduardo Srur. Estamos cada vez mais animadas com o que tudo isso vai virar é muito muito muito ansiosas para mostrar pra vocês!! 💛

Com muito amor,

Analu, Rafa e Sofi

México promovendo sorrisos pela arte

Oiii!

Queria pedir desculpas, porque eu acabei não fazendo muitos posts no último mês. Não, não vou falar que eu viajei ou que estive muito ocupada as férias inteiras, porque não é verdade. Eu só quis tirar um tempo para dormir, fazer vários nadas sem me sentir culpada e pensar um pouco em muitas coisas (inclusive o nosso documentário).

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(http://www.planisferio.com.mx/germen-sensibilizacion-cultural-color-y-vida-en-palmitas/)

Enfim, vou parar de desviar do tema do post.

Há alguns dias me deparei com uma notícia de que o governo mexicano teria pedido para um coletivo artistas de rua chamado Germen Crew pintar mais de 200 casas de Palmitas, uma cidade no distrito de Pachuca, para uni-la e reduzir a violência entre os jovens. Essa foi a primeira coisa que eu achei o máximo. Em São Paulo, por exemplo, o governo paga para tirar a arte, no México, o governo pagou para que fizessem-na!

Esse grupo de artistas pintou 20.000 m² (!!!!) de fachada das casas em um único [e lindo] mural, que é agora o maior do México. Todas as 1808 pessoas que vivem no local foram afetadas pelo projeto e se envolveram com ele.

Eles esperam que o projeto inspire os jovens a se expressar por meio da arte. Um membro do Germen Crew disse aqui: “Graffiti, art and its history have transformed us and allowed us to avoid falling in perdition and make bad decisions. From of our experience, we propose it can change the lives of others.”

Os resultados disso tem sido muito positivos e a violência entre os jovens da comunidade foi quase erradicada!!

Achei que seria legal compartilhar isso aqui para mostrar o quanto a arte é importante e comprovar que uma intervenção dessas pode ser muito importante. Tomara que vocês tenham achado tão incrível quanto eu! ❤

Analu

Oráculo project

Oi, gente!

foto do instagram do projeto.

Temos feito vários posts com pequenas entrevistas, então aqui vai mais um! Entramos em contato com o Oráculo project e fizemos algumas perguntinhas para ele.

O Oráculo é anônimo, não tem nome ou sobrenome. Ele vive atualmente no Rio de Janeiro e trabalha com arte, de acordo com ele, “muito amor e um pouco tinta… e procuro fazer a diferença”.

Como surgiu a ideia para o projeto? “O projeto surgiu a partir da ideia de poder usar a arte de rua como arma para manifestar sentimentos de indignação. O tema ‘ficha limpa’ foi a primeira ação do Oraculo em 2010 quando eu ainda trabalhava junto com um outro artista, também co-fundador do projeto. No instagram que foi criado no ano passado postei os registros que tinha das ações na ordem cronológica…”

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https://instagram.com/p/4ulDTCj43f/?taken-by=carlymachado

Por que você escolheu colocar a intervenção no chão e não nos muros, por exemplo? “O projeto tem várias ações, várias causas diferentes… a intervenção do chão que vocês estão se referindo é uma intervenção poética camuflada no cenário urbano, a ideia era o stencil ser como um ‘espaço’ ou uma ‘casa’ de um jogo de tabuleiro como ‘o jogo da vida’ ou ‘banco imobiliário’, porém da vida real, mas nesse caso ao invés de ganhar um hotel ou R$300.000,00 o Oráculo te convida a viver 1 minuto e perceber e ser grato a o quanto esse mundo é fantástico e mágico…. o ar, o vento, as pessoas, o mar, etc… por isso o stencil no chão.”

Por que o nome é “Oraculo project”? “O oráculo é a caráter de significado etmológico, a resposta dada por uma divindade a uma questão pessoal através de artes divinatórias. Por extensão, o termo oráculo por vezes também designa o intermediário humano consultado, que transmite a resposta e até mesmo, no Mundo Antigo, o local que ganhava reputação por distribuir a sabedoria. O nome foi escolhido a dedo.”

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foto do instagram do projeto.

Por que você decidiu manter o Oráculo anônimo? “Não acredito que as ações do oraculo possam ser consideradas um ato de vandalismo… O projeto é basicamente só amor, e um pouquinho de tinta. O anonimato acontece simplesmente porque o Oraculo representa todo e qualquer cidadão… aquele que sentou ao seu lado no ônibus, aquele que estava na sua frente na fila do banco, o que atravessou a rua junto com você na faixa de pedestre, ou o último que que te pediu uma informação.”

Qual a importância dele para você? E para a cidade? “O projeto tem grande importância pra mim… dedico muito amor a esse projeto, invisto muito do meu tempo, troco energia e faço acontecer. Sendo anônimo o projeto, eu não recebo créditos por nada do que faço… a única coisa que recebo é energia que troco com as pessoas, feedback, mensagens e sorrisos… e isso já é suficiente pra mim. Projetos de arte de rua a cidade está cheia… desenhos, cores, letras e personagens… sem desmerecer nenhum outro projeto, pois todos tem o seu valor e o seu papel na cidade, mas acredito que o Oráculo tem algo a dizer… seja com a ação de gratidão (os “stencils” no chão que vocês comentaram), seja com a ação das árvores cortadas… acredito que essas ações tocam as pessoas a ponto de fazer a diferença em como elas veem as coisas, no pensamento das pessoas e assim, de alguma maneira venha fazer a diferença na cidade… e acreditar nisso também faz a diferença pra mim. Poesia pura.”

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em Ipanema, no Rio de Janeiro.

Qual é a sua intenção com o projeto? “As ações do Oráculo tem a finalidade de levantar questões que são esquecidas ou passam despercebidas na correria do dia a dia e no stress da vida moderna aonde somos bombardeados de informação todo o tempo. A intenção é usar a arte de rua, para fazer a diferença, seja ela qual for.”

Que efeito ele tem nas pessoas? “Essa pergunta eu deixo para vocês responderem…”

(Analu) Eu não conhecia as outras iniciativas do projeto até pesquisar mais sobre ele, mas eu vi um dos stencils pela primeira vez no tumblr ano passado, se eu não me engano, e mesmo antes do Móbile na Metrópole eu já achei a ideia tão linda!! Me fez abrir um sorriso enorme! Esse ano eu vi de novo algumas imagens no instagram e o meu sorriso foi ainda maior (e continua sendo cada vez que aparece outra imagem). Eu acho que essas frases relativamente simples são uma quebra no cotidiano que acaba mudando um dia inteiro. Depois de ter visto várias fotos, eu viajei para o Rio de Janeiro e acabei encontrando um monte de stencils, me deixou tão feliz!

(Rafa) Eu vi uma vez um stencil deles no Parque Ibirapuera. Inclusive, acho que alguém de algum grupo postou uma foto desse no Instagram ou algo do tipo. A intenção do projeto é impecável e as palavras do Oráculo de nos convidar a viver por um minuto exemplificam perfeitamente aqueles segundos que te tiram do lugar comum e te fazem mais humano, como a gente tem dito desde o começo do projeto. Acho que o Oráculo já disse tudo que era necessário além das palavras que os stencils trazem pra gente, fazendo dias cinzas ficarem coloridos!

Mais um projeto com um efeito incrível nas pessoas (pelo menos na gente) para vocês acompanharem e esbarrarem por aí. Que o Oráculo traga muitos sorrisos para todos vocês!

Informações: instagram, facebook

Encontro: arte urbana

Oi, gente!

Considerando que eu não vou viajar, vou tentar postar bastante coisa aqui, inclusive dicas de coisas para fazer para aqueles que também vão ficar em São Paulo.

Então aqui vai a primeira:

No dia 4 de julho vai acontecer, no Alanna Corpo, Mente e Alma, um bate papo sobre arte urbana a partir das 16h. Os artistas paulistanos A carlota, Felipe Bit, Vander Che, Ignoto e a chilena Monica Ancapi farão um bate papo sobre o atual momento da arte urbana em São Paulo.

Os temas abordados partirão da trajetória de cada artista e seguirão de acordo com a participação das pessoas, abordando graffiti, pixação e a arte que tem como suporte a rua.

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Informações:

Local: Alanna Corpo, Mente e Alma, Rua Monte Serrat, 831- Tatuapé

Data: 04/07 (sábado) das 16:00 às 18:00

Entrada: gratuita

Analu