Sete dias

Sete dias.

Sete dias que fomos para o Estudo do Meio. Poderia dizer que voltamos há quatro, mas não. Simplesmente pelo fato de que isso não aconteceu.

É engraçado achar que se está indo para algum lugar muito distante e depois perceber que é ali que eu moro. O começo foi realmente uma viagem, tudo muito novo, diferente, inusitado. Mas o final foi tão mais natural, mais confortável, passando a ser mais a minha casa.

Acho que foi por isso tudo que eu não voltei. Pouco a pouco fui passando a ser parte dessa infinita “viagem” que é a cidade de São Paulo.

É óbvio que eu não conheci tudo (e muito menos grande parte), até porque isso seria impossível, já que, como foi dito no nosso fechamento, SP é um universo. E foi nesse universo incrível que eu comecei a me encontrar. E, mais que tudo, foi nele que eu consegui abrir a cabeça, quebrar preconceitos e criar amizades tão fortes. Passei a ter várias vontades. Vontade de levantar domingo de manhã, pegar um ônibus e ir para algum lugar que eu nunca nem ouvi falar. Vontade de sair qualquer dia e simplesmente perguntar para as pessoas na rua qual foi o dia mais feliz da vida delas (até já fiz isso, mas fica para outro post). Vontade de sair andando por aí, sem ter destino e nem hora para nada. Vontade apenas de conhecer.

Eu realmente precisava ter passado por isso, seja para fazer algumas escolhas pessoais ou para me transformar em outra pessoa.

Acho que isso foi, e ainda está sendo, o Móbile na Metrópole. A criação dessas vontades, desses sentimentos de descoberta e de uma sensibilização relacionada à cidade, aos indivíduos e as realidades tão diferentes da nossa.

Assim, para mim, a foto representa muito o Estudo do Meio, já que ele, por si só, é algo finito e passageiro, mas, mesmo assim, o MNM é algo eterno.

(Foto tirada pela Teresa)
(Foto tirada pela Teresa)

Ana

Anúncios