Versos urbanos

Oii, gente!

É com muito orgulho que nós finalmente apresentamos o nosso documentário! Esperamos do fundo do coração que todos vocês gostem, ele foi feito com muuuuuito carinho! ❤

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Poesia agora (2)

Oii, gente!

Esse post está um pouquinho atrasado, mas nós queríamos contar como foi aquela exposição sobre a qual falamos aqui.

Contextualizando um pouco nosso dia: era para termos feito uma entrevista, mas houve um imprevisto e não foi possível. Então fomos fazer umas filmagens na rua. Deu tudo um pouco errado nesse dia, muitos dos lugares que queríamos filmar estavam fechados (tipo o Banespa e o Martinelli), então, como estávamos com tempo, a Rafa sugeriu que nós fôssemos para o Museu da Língua Portuguesa (já que as duas estavam loucas para ir para a exposição).

Superou qualquer expectativa que nós duas tínhamos. De verdade. Foi tão bonitinho. As duas saíram completamente encantadas com tudo que nós tínhamos visto (acho que pelo menos uma coisa deu certo).

É tudo muito criativo, diferente daquilo que já tínhamos visto. Tem foto de poesia de rua, poemas [incríveis] escritos em umas lâmpadas (não dá para explicar direito, mas vamos colocar algumas fotos aqui embaixo), lugares para você escrever seus próprios poemas e muito mais.

Nós duas amamos e esperamos que vocês tentem ir (e depois nos contem como foi)!

Aqui vão algumas fotos que nós tiramos (não de tudo, é claro):

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Analu e Rafa

Poesia agora

Oii!

Continuando a ideia desse post eu vim dar outra dica do que fazer em São Paulo.

IMG_0012
(http://jornalplasticobolha.blogspot.com.br/2015/06/abertura-da-exposicao-poesia-agora.html)

Estando cada dia mais apaixonada por poesia, descobri uma exposição que parece ser incrível. A “Poesia agora” está acontecendo no Museu da Língua Portuguesa e tem como objetivo criar espaço para poetas contemporâneos pouco conhecidos. São quase 500 poetas vindos de todas as partes do Brasil e de outros países também. Os poemas são apresentados ao visitante e este é estimulado a criar seus próprios (achei a ideia tão legal!).

Para isso, existem várias instalações interativas, nas quais a poesia aparece tanto em livros quanto de forma mais inusitada, por exemplo nos espelhos do banheiro.

Não vou falar de todas as instalações, até porque eu ainda não fui, mas pesquisando um pouco teve uma que me deixou muuuuito animada (e tem tudo a ver com o nosso tema): a Sala Poesia de Rua! Ela possui imagens de expressões poéticas, grafites, cartazes entre outras intervenções poéticas captadas pelas ruas de São Paulo e de outras cidades. O mais legal de tudo é que você pode participar enviando imagens de versos escritos pela cidade para o email participepoesiaagora@gmail.com!

Espero que vocês se interessem tanto quanto eu. Quando eu tiver a oportunidade de ver a exposição eu com certeza vou contar como foi pra vocês!!

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Informações:

Local: Museu da Língua Portuguesa

Data: de 23 de junho a 27 de setembro, de terça a domingo, das 10h às 18h

Entrada: R$ 6 e R$ 3 (meia entrada). Grátis aos sábados

Analu

http://sofia-scopel.tumblr.com/image/121136208580

Oi gente, boa tarde! ❤

Eu tive uma crisesinha aqui no meio dos meus estudos pras bimestrais (aquela semana que você morre, literalmente), daquelas que se você espreme sai um belo post reflexivo, sabe?

Bom, me dói o coração dizer que eu, infelizmente, não tenho tempo pra redigir tudo isso e que nessa semana eu vou estar meio ausente por aqui… Mas dói mesmo.

Pra vocês que não tem que estudar (primeiro, que inveja), eu queria deixar essa frase aí, porque, afinal das contas, no final tudo vira poesia. E é aí que está a beleza de toda essa existência. Poesia faz tudo valer a pena, até essas horas incontáveis de estudo e essas fórmulas intermináveis que se misturam em Química, Física e Matemática… Já não sei mais de nada.

E, academicamente, isso me preocupa. Por isso, vou fechar essa janela antes que eu passe horas aqui. Boa noite pra vocês. Muito amor, muitos sorrisos e muita, muita, muita poesia.

Rafa ❤

Ah, a poesia…

Viemos aqui falar um pouquinho do que nos apaixona: a poesia. Para começar bem, o que é a poesia? A palavra poesia vem do termo latim “poēsis”, que deriva de um conceito grego. Trata-se da manifestação da beleza ou do sentimento estético através da palavra, podendo ser sob a forma de versos ou de prosas. Em todo o caso, o seu emprego mais usual está relacionado com os poemas e com as composições em verso. Com muita dificuldade, se coloca em palavras mais enciclopédicas o que a poesia significa. No dicionário, ela é:

poesia: 1. arte de fazer versos. 2. cada gênero poético. 3. obra em verso, poema. 4. característica do que toca, eleva, encanta. 5. forma especial de linguagem, mais dirigida à imaginação e à sensibilidade do que ao raciocínio. Em vez de comunicar principalmente informações, a poesia transmite sobretudo emoções.

Mas de onde surgiu isso? Fomos procurar mais afundo e não nos surpreendemos a encontrar frases do tipo: “A poesia como uma forma de arte pode ser anterior à escrita.” A poesia, a nossos olhos, é algo metalinguístico e quase metafísico. Não há nada, nenhuma palavra, que a possa explicar tão bem e tão genuinamente quanto ela mesma. A essência do gênero poesia só se passa pelos poemas em si. Quem nunca leu alguma obra de Leminski ou Drummond que falasse sobre o ato de fazer poesia ou sobre os poemas em si? A poesia existe em si e para si. É uma urgência do ser humano de extravasar sentimentos e sensações únicas naquele que escreve. Nesse aspecto um pouco mais poético, achamos um texto do Arnaldo Antunes que fala um pouco sobre isso:

“A origem da poesia se confunde com a origem da própria linguagem.
Talvez fizesse mais sentido perguntar quando a linguagem verbal deixou de ser poesia. Ou: qual a origem do discurso não-poético, já que, restituindo laços mais íntimos entre os signos e as coisas por eles designadas, a poesia aponta para um uso muito primário da linguagem, que parece anterior ao perfil de sua ocorrência nas conversas, nos jornais, nas aulas, conferências, discussões, discursos, ensaios ou telefonemas.
Como se ela restituísse, através de um uso específico da língua, a integridade entre nome e coisa — que o tempo e as culturas do homem civilizado trataram de separar no decorrer da história.
Houve esse tempo? Quando não havia poesia porque a poesia estava em tudo o que se dizia? Quando o nome da coisa era algo que fazia parte dela, assim como sua cor, seu tamanho, seu peso? Quando os laços entre os sentidos ainda não se haviam desfeito, então música, poesia, pensamento, dança, imagem, cheiro, sabor, consistência se conjugavam em experiências integrais, associadas a utilidades práticas, mágicas, curativas, religiosas, sexuais, guerreiras?
No seu estado de língua, no dicionário, as palavras intermediam nossa relação com as coisas, impedindo nosso contato direto com elas. A linguagem poética inverte essa relação pois vindo a se tornar, ela em si, coisa, oferece uma via de acesso sensível mais direto entre nós e o mundo.
Segundo Mikhail Bakhtin, (em “Marxismo e Filosofia da Linguagem”) “o estudo das línguas dos povos primitivos e a paleontologia contemporânea das significações levam-nos a uma conclusão acerca da chamada ‘complexidade’ do pensamento primitivo. O homem pré-histórico usava uma mesma e única palavra para designar manifestações muito diversas, que, do nosso ponto de vista, não apresentam nenhum elo entre si. Além disso, uma mesma e única palavra podia designar conceitos diametralmente opostos: o alto e o baixo, a terra e o céu, o bem e o mal, etc”. Tais usos são inteiramente estranhos à linguagem referencial, mas bastante comuns à poesia, que elabora seus paradoxos, duplos sentidos, analogias e ambiguidades para gerar novas significações nos signos de sempre.
Já perdemos a inocência de uma linguagem plena assim. As palavras se desapegaram das coisas, assim como os olhos se desapegaram dos ouvidos, ou como a criação se desapegou da vida. Mas temos esses pequenos oásis — os poemas — contaminando o deserto da referencialidade.”

um pouquinho do sentimento do que é poesia, traduzido nela própria e em uma imagem colorida (http://lounge.obviousmag.org/efemera/2014/04/permita-ser-ser-atingido-pela-poesia.html)

Embora seja difícil (ou praticamente impossível) definir o marco de início da poesia, foram encontradas inscrições hieroglíficas egípcias que datam do ano 2600 a.C. Estas são o que mais se assemelha a primeira poesia da história, ou, pelo menos, de que se tenha registo. Canções de músicas desconhecidas, mas que tem caráter religioso e que aparecem desenvolvidas em distintos gêneros, como odes, hinos e elegias. Na Antiguidade, a poesia teve um caráter ritual e comunitário, especialmente em povos como os sumérios, os assírios, os babilônicos e os judeus. Além da religião, foram surgindo outras temáticas como o tempo e os trabalhos cotidianos.

Ainda nessa pegada mais histórica, mesmo antes da invenção do alfabeto, os gregos acreditavam que as Musas concediam o dom de desencantar as palavras: eram os Aedos, como os poetas de hoje em dia. Eles compunham canções com liras e, através disso, conseguiam “transmitir os segredos das palavras através da poesia”. Os poemas eram compostos e cantados pelos Aedos e quando as canções passaram a ser escritas, os Aedos desapareceram. A palavra grega mousa significa “canção” ou “poema”. As musas habitavam no templo Museion, termo que deu origem à palavra “museu” definido como o local de preservação das artes e ciências.

Muita cultura, né? Existem muitas curiosidades sobre esses assuntos e a Mitologia Grega, em particular, é algo extremamente interessante. Poesia é uma das coisas mais lindas e naturais desse universo. É a essência de toda a existência humana (e talvez ainda outras). Tudo se deve a poesia – as dores, os amores, as alegrias e as infelicidades – e, por isso, somos eternamente gratas a ela!

E é claro que, em um post desse, não poderia faltar, de jeito nenhum, um poema! Aqui vai um pouquinho de Carlos Drummond de Andrade para alegrar o dia e a vida de vocês:

Poesia

Gastei uma hora pensando um verso

que a pena não quer escrever.

No entanto ele está cá dentro

inquieto, vivo.

Ele está cá dentro

e não quer sair.

Mas a poesia deste momento

inunda minha vida inteira.

fontes:

Envie um poema!

Oi!

Viemos contar uma novidade no blog, então ai vai um pequeno texto que escrevemos sobre isso:

Inseridas nesse projeto e tão apaixonadas pelo tema do qual tratamos, resolvemos, primeiramente, entrar em contato com este de forma mais direta. Montamos um cenário para um vídeo que explicasse a importância das intervenções urbanas e da poesia na cidade de São Paulo, imprimindo, em papéis coloridíssimos, frases e trechos de poemas que nos agradavam. Colamos toda essa “bagunça” na parede e, depois que o vídeo ficou pronto, nos perguntamos o que fazer com tudo aquilo.

Queríamos poder compartilhar com mais pessoas tudo aquilo que nos toca, nos emociona. Afinal das contas, a poesia existe para isso. Optamos por trazer esses papéis para esta sala, uma vez que a escola pode sempre virar um espaço menos acadêmico e ter, cada vez mais, a nossa cara!

Por isso, resolvemos abrir um espaço para a contribuição de todos, de forma a completar esse mural. Mandem pequenas frases, ou trechos de poemas e músicas pelo nosso blog e pelo nosso Instagram. Que este mural vire algo de todos e que ele possa alegrar dias e espalhar sorrisos!

Criamos uma página para que isso seja feito, o link é esse, tem mais algumas informações sobre isso lá!

Somos instantes

Oi, gente! Gostamos muito de fazer esse post (e esperamos que vocês tenham gostado de lê-lo), então resolvemos fazer outro post de um jeito parecido. Conversamos com as criadoras do Somos Instantes! Ainda não mencionamos esse projeto no blog, então vai estar tudo bem detalhadinho aqui.

Foto da página do facebook do projeto.

O projeto é idealizado e mantido por três amigas de Caxias do Sul (RS) que tinham em comum a vontade de mudar o mundo ao seu redor. Bárbara Lorenzi tem 21 anos e trabalha como professora de teatro para crianças. Betina Scholl, 20 anos, estuda Design de Moda na Universidade de Caxias do Sul. E Giulia Andreazza, com 21 anos, também estuda na Universidade de Caxias do Sul cursando Publicidade e Propaganda. As três amigas se conheceram no colégio em que estudaram durante o Ensino Médio e sempre prestaram atenção nos recados que a rua podia expressar. Em 2014, reuniram ideias e resolveram que era hora de colocar em prática as suas vontades de transformar a sua cidade.

Como surgiu a ideia do projeto? “A ideia do projeto surgiu através de uma matéria compartilhada nas redes sociais a respeito de um projeto que acontece na cidade de São Paulo, o TXT Urbano, no qual as pessoas compartilham frases positivas pelo contexto urbano através de post-it. Curtimos muito a ideia do projeto, e começamos a conversar sobre como poderíamos mexer com a nossa cidade e o nosso dia-a-dia também. Optamos pela ideia do lambe-lambe por ser uma mídia de baixo custo que alcança um grande número de pessoas. Nossa vontade era de modificar o dia-a-dia das pessoas, inclusive os nossos, podendo proporcionar um instante de reflexão, ou apenas um sorriso, no meio da rotina tão corrida que vivemos nos dias de hoje.”

(Foto: https://instagram.com/p/1GuyWvP3GY/)

Qual a importância dele para vocês? E para a cidade? “O projeto ganhou um espaço muito grande nas nossas vidas. Ele veio para preencher alguns espaços em branco que carregávamos conosco. A princípio, uma ideia tão simples e que servia apenas como um passa-tempo, hoje é encarado com mais seriedade e cada vez com maior entusiasmo. Ele nos faz lembrar das pequenas coisas da vida, de como as palavras têm poder e de sair dessa rotina tão automatizada que virou a vida contemporânea. Nós nos dedicamos a ele com amor e por amor. Para a cidade, o projeto tem uma importância social. O Somosinstantes tem o caráter de arte urbana, que é a arte pública, que se faz no espaço público, que contribui para a transformação qualitativa do cenário urbano provocando e exigindo compreensão dos seus códigos e interpretação das suas significações. O lambe-lambe na cidade é visto como uma arte que dialoga diretamente com as pessoas, porque é criado e pensado para estar nas ruas. Assim, causamos essas pequenas interferências na vida de quem está no trânsito, esperando na parada de ônibus, ou caminhando por aí, proporcionando esse momento de questionamento e interiorização. É importante pois humaniza o espaço urbano.”

Qual é a intenção de vocês com o projeto? “A intenção é provocar essa quebra de rotina, esse momento de questionamento, esse resgate do humano que por muitas vezes se perde na correria da vida urbana. Todo mundo quer viver em um ambiente melhor, com mais gentileza, mas poucos são aqueles que fazem algo para mudar a nossa realidade. Então mexemos em pequenos pontos da cidade que são capazes de mudar a cidade inteira, criando novos estímulos pras pessoas.”

Que efeito ele tem nas pessoas? “Andamos recebendo muitos retornos positivos a respeito do nosso trabalho. muita gente vem elogiar, dar estímulo, dizer para não desistirmos. tem gente que nos procura para contar que estava meio desanimado indo para algum lugar, passou e foi tocado pela mensagem, e que isso mudou seu dia. acho que é bem essa a nossa intenção. acreditamos que o projeto tem provocado ações positivas naqueles que se deixam sensibilizar pelo trabalho. a cidade fala, mas nem todos estão aptos para ouvi-la. é um questão de sensibilidade. E todos aqueles que são capazes de entender o propósito disso tudo, aqueles que se deixam tocar, provocam uma pequena mudança dentro de si. por menor que seja, ela existe. e isso nos deixa muito feliz.”

Por que “somosinstantes”? “Quando resolvemos criar um projeto precisávamos achar um nome. e não foi muito difícil chegar a um consenso. Chegamos ao nome somosinstantes por que trabalhamos com os pequenos momentos. Queremos despertar a atenção para os pequenos detalhes da vida. A vida é feita de instantes, mas as vezes esquecemos de prestar atenção nos mínimos detalhes. Hoje se chama somosinstantes porque acreditamos muito na importância dos pequenos momentos.”

Foto da página do facebook do projeto.

Qual é a inspiração que vocês têm para escrever cada frase? “Nossa inspiração inicial foram frases que a gente achava que nós mesmas precisávamos ouvir. Em seguida, começamos a pensar em qual a mensagem que queremos passar para as outras pessoas, o que achamos que vai tocá-las ou convidá-las a refletir e para por um instante diante de um cartaz. A inspiração dificilmente vem do nada, mas nós partimos de estímulos. pensamos, “o que queremos dizer para as pessoas? o que gostaríamos de ler quando passarmos pelas ruas?” a partir disso elencamos alguns pontos que queremos trazer à tona e desenvolvemos frases em cima disso, em um processo de brainstorming.”

Quantos cartazes vocês colam por mês mais ou menos? “A quantidade sempre depende das frases criadas, por isso varia de mês em mês. Em Caxias do Sul, o número fica em torno dos 20 lambes por mês. Mas também temos uma campanha em parceria com a agência de publicidade Sinergy Novas Mídias, que circula muito com as nossas frases na cidade de Porto Alegre, nas bancas de revistas e nas traseiras dos ônibus.”

O projeto nos encantou muito, ainda mais com a imensa fofura das donas. Ele se assemelha com os outros que temos mencionado e pelos quais somos completamente apaixonadas! A mensagem que cada um dos lambes traz é incrível, tratando dos mais diversos temas. Eu, Ana, fiquei olhando o instagram delas por um tempão e recomendo que todos façam o mesmo!

E vamos provando cada vez mais que algo tão pequeno quanto uma frase colada na rua pode mudar o dia de alguém. São essas iniciativas que parecem pequenas que fazem a maior diferença, seja em São Paulo ou em qualquer outra cidade!

Informações: Facebook, Instagram

Correspondência Poética

Depois da minha crise de ontem eu percebi que eu precisava escrever um montão de posts para o blog para poder relaxar um pouco, então ai vai o primeiro da série Analu-em-SP-desistindo-de-estudar!

Foto: http://revistalingua.com.br/textos/blog-redacao/sao-paulo-recebe-primeiro-festival-de-poesia-326263-1.asp

Há algumas semanas a Giulia (do Mais Sabor que Dissabor) comentou nesse post sobre um projeto que de acordo com ela, lembrou muito a nossa proposta, o link que ela colocou era esse, vindo de um site chamado Correspondência Poética. Achei o Ciclo de Intervenções Poéticas muuuito interessante, mas não encontrei muitas informações sobre ele, a página só tem uma mini descrição e não tem quase nenhuma outra página que fale sobre.

Como não deu para explorar tanto esse Ciclo, fui ver mais no site e descobri que ano passado aconteceu o I Festival de Poesia de São Paulo! Os poetas deveriam morar no município de São Paulo e podiam inscrever seus poemas, que deviam ser recitados e enviados em vídeo. Trinta selecionados participaram do festival e 13 poetas foram premiados, de acordo com o site, “visando com isso laurear e difundir o movimento literário que vem acontecendo nas periferias da cidade”.

Esse vídeo explica um pouco mais sobre a Correspondência Poética, que tem intervenções incríveis, e sobre o Festival, inclusive com alguns trechos dele.

Nesse link tem algumas fotos do evento e vários dos vídeos dos poetas, não assisti todos, mas os que eu assisti eram incríveis.

Esse poema foi o meu favorito, então decidi colocar aqui, até porque, tem tudo a ver com o Móbile na Metrópole.

Esse ano, já retomaram o trabalho para realizar o II Festival! Com certeza, se eu souber de mais alguma coisa, vou colocar aqui no blog!

Ana

Comum A2

Mencionamos nesse post um projeto que se chama “Comum A2”, então viemos contar um pouquinho mais sobre ele nesse post, já que em breve faremos uma entrevista com eles para o documentário.

Da página do facebook deles.

São dois criadores, o Thiago e a Carolina, ele é poeta, ela, fotógrafa. De acordo com eles, “o projeto Comum a 2 surgiu com uma necessidade de integrar nossos gostos e aptidões”, então eles resolveram criar os lambe-lambes, colar e fotografá-los.

“Além disso buscamos, através da poesia, favorecer a convivência e a integração de todos, ressignificando os espaços urbanos e superando a automação cotidiana pelo viés da arte. Nossas maiores referências são os poetas Maiakovski e Pablo Neruda e a escola polonesa de confecção de cartazes. Nós somos de São Bernardo do Campo, mas já estivemos com os lambe-lambes em diversas outras cidades de São Paulo e em Curitiba.”

Eu (Ana), particularmente, sou completamente apaixonada por esse projeto, acho que é um dos meus favoritos, de verdade. Não só pelo fato de as frases serem um amor, mas também porque muitas delas tem a Carol sendo mencionada, então é muito fofo. Durante o estudo do meio até encontramos um dos cartazes! É lógico que eu e a Rafa (que éramos do mesmo grupo) piramos.

Foto que nós tiramos na Liberdade.
Foto que nós tiramos na Liberdade.
Da página do facebook deles com a legenda “Que a paz seja doce e o amor colorido.” (um dos meus favoritos)

Todos os cartazes são uma fofura sem fim! Os cartazes têm frases pequenas, mas são o tipo de coisa que você vê na rua e te faz feliz pelo resto do dia. ❤

Esperamos que vocês se apaixonem pelo projeto tanto quanto nós!

Algumas informações: Instagram, Facebook

O grupo ❤